Hoje preciso de um bom banho,
um pouco de música,
um filme ruim
e um travesseiro sobrando.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Cenas
CENA I
(à porta da casa dela)
- Vim aqui apenas para te ver.
- (...)
- E dizer que amo-te.
- (...)
- Queria ao menos mirar mais uma vez teus olhos, do jeito que os meus
ainda estão.
- E como eles estão?
- Brilhando, a cada vez que te veem.
- Por que 'ainda'?
- Porque sei que assim que não puder mais te ver, tudo mudará. Você
mudará e eu também.
- Capaz. Ficaremos do mesmo jeito.
- Tu até pode ficar, entretanto eu... Não gostaria mais de estar aqui.
- Queria estar onde?
- Aqui (leva seu dedo até a têmpora dela), mas principalmente aqui
(baixa o dedo à altura do coração).
* * *
CENA II
(encontram-se na fila do cinema)
- Que bom te ver!
- Pois é, quanto tempo.
- Muito.
- Filme? (pergunta idiota!)
- Sim.
- (...)
- (...)
- (...)
- Vou indo, minha sessão vai começar.
- Ok. A gente se fala.
- Beijo.
Quando ele consegue mover seus pés não há mais ninguém ali. E ela não
vira uma vez para trás. Olha o bilhete e decide trocar por um do Woody
Allen.
* * *
CENA III
(ele sentado à beira do lago, ela chega)
- É tarde.
- (...)
- Perdi uma vida procurando o que sempre esteve do meu lado.
- Eu tentei a busca, mesmo sabendo onde estaria.
- Há tempo para nós?
- Meu olhar anuviou-se. Já não tem o mesmo brilho.
- Não conseguirei fazer-te feliz?
- Conseguirá. Eu que serei metade do que fui. E isso não basta.
- Para mim basta.
- Não há mais tempo.
- (...)
- Lembra quando eu disse:'Amo-te'? Naquele tempo se dissestes uma
palavra eu esperaria. Hoje digo-te apenas: 'A morte, eu espero'.
--
1berto
(à porta da casa dela)
- Vim aqui apenas para te ver.
- (...)
- E dizer que amo-te.
- (...)
- Queria ao menos mirar mais uma vez teus olhos, do jeito que os meus
ainda estão.
- E como eles estão?
- Brilhando, a cada vez que te veem.
- Por que 'ainda'?
- Porque sei que assim que não puder mais te ver, tudo mudará. Você
mudará e eu também.
- Capaz. Ficaremos do mesmo jeito.
- Tu até pode ficar, entretanto eu... Não gostaria mais de estar aqui.
- Queria estar onde?
- Aqui (leva seu dedo até a têmpora dela), mas principalmente aqui
(baixa o dedo à altura do coração).
* * *
CENA II
(encontram-se na fila do cinema)
- Que bom te ver!
- Pois é, quanto tempo.
- Muito.
- Filme? (pergunta idiota!)
- Sim.
- (...)
- (...)
- (...)
- Vou indo, minha sessão vai começar.
- Ok. A gente se fala.
- Beijo.
Quando ele consegue mover seus pés não há mais ninguém ali. E ela não
vira uma vez para trás. Olha o bilhete e decide trocar por um do Woody
Allen.
* * *
CENA III
(ele sentado à beira do lago, ela chega)
- É tarde.
- (...)
- Perdi uma vida procurando o que sempre esteve do meu lado.
- Eu tentei a busca, mesmo sabendo onde estaria.
- Há tempo para nós?
- Meu olhar anuviou-se. Já não tem o mesmo brilho.
- Não conseguirei fazer-te feliz?
- Conseguirá. Eu que serei metade do que fui. E isso não basta.
- Para mim basta.
- Não há mais tempo.
- (...)
- Lembra quando eu disse:'Amo-te'? Naquele tempo se dissestes uma
palavra eu esperaria. Hoje digo-te apenas: 'A morte, eu espero'.
--
1berto
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Não é fácil - Marisa Monte
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Retrato
Eu costumava fotografá-la.
Uma maneira de gravar sua imagem longe da memória.
Naquele tempo tinha medo de esquecê-la, que um dia chegaria e não
pudesse recordar seu rosto e que não lembrasse de mim.
Hoje vi uma foto sua.
O porta retrato empoeirado, com o vidro quebrado e as lembranças, todas, também.
Uma maneira de gravar sua imagem longe da memória.
Naquele tempo tinha medo de esquecê-la, que um dia chegaria e não
pudesse recordar seu rosto e que não lembrasse de mim.
Hoje vi uma foto sua.
O porta retrato empoeirado, com o vidro quebrado e as lembranças, todas, também.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Meio beijo
Um meio beijo pode ser melhor que um beijo inteiro.
Um beijo roubado, talvez proibido, quase escondido.
Um olho no olho, um braço encaixado,
Um passo de dança.
Uma nova esperança.
Um beijo roubado, talvez proibido, quase escondido.
Um olho no olho, um braço encaixado,
Um passo de dança.
Uma nova esperança.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Visão
Vejo você chegando, parece flutuar na calçada.
Seus cabelos balançando ao vento,
acompanhado do doce cheiro de seu perfume.
Ah! Que linda maravilha de se ver.
Perco-me todo, fico errado, quase calado.
Não sei o que dizer nem como agir.
Tremem-me as mãos, falham-me as pernas.
Em pensamento, gritam-me poemas, frases e declarações;
Flui, apenas, um breve 'olá'.
Falaste-me muito, quem sabe pouco;
perdi-me em reflexões.
Quando foste, fiquei.
Embasbacado, parecendo um idiota,
comendo bolacha e tomando Coca-Cola.
1berto
Seus cabelos balançando ao vento,
acompanhado do doce cheiro de seu perfume.
Ah! Que linda maravilha de se ver.
Perco-me todo, fico errado, quase calado.
Não sei o que dizer nem como agir.
Tremem-me as mãos, falham-me as pernas.
Em pensamento, gritam-me poemas, frases e declarações;
Flui, apenas, um breve 'olá'.
Falaste-me muito, quem sabe pouco;
perdi-me em reflexões.
Quando foste, fiquei.
Embasbacado, parecendo um idiota,
comendo bolacha e tomando Coca-Cola.
1berto
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Legião Urbana - Giz
E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei.
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Zé Ramalho - Beira Mar
Zé Ramalho, sua poesia e sua musicalidade.
Beira Mar
Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
Aurora que luta por um arrebol
Em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lançou no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar
Olhe, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar nebuloso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
Beira Mar
Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
Aurora que luta por um arrebol
Em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lançou no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar
Olhe, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar nebuloso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A uma rapariga! - Florbela Espanca
Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.
Nessa estrada da vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!
Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!
Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste duma flor!...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Domingo sem fim
Domingo, 27 de janeiro de 2013.
Acordo às 10 da manhã. Um colchão na sala da casa de minha mãe; ao lado, o computador. Inicio-o e abro a página de um meio de comunicação. Ali, estampado em letras garrafais surge-me a notícia de um incêndio em uma boate de Santa Maria. Entre sonolento e incrédulo sinto-me em um pesadelo. Levanto-me e nesse momento o aparelho celular sinaliza uma nova mensagem: 'Tu viu a tragédia em Sta Maria? Tens notícia da tua irmã?'.
Um calafrio percorreu minha espinha.
Minha irmã faz faculdade naquela cidade, gosta de uma festa, eu havia enviado uns pilas para ela se divertir no final de semana e ela não atendia minhas ligações. Uma, duas, três chamadas não atendidas. Minha casual tremedeira aumentou. Um banho para aliviá-la e a cabeça dando giros. Trinta minutos se passaram. Longos um, dois, quatorze, trinta minutos. A ligação retornou, sua voz foi a melodia mais linda já ouvida.
Minhas pernas tremeram e pude ficar muito mais tranquilo.
O domingo transcorreu lento, notícias na TV, no rádio, ligações telefônicas, imagens catastróficas, arrepios, apertos no peito, momentos de choro. Havia em mim a tranquilidade de que não havia perdido ninguém querido mas havia também a intranquilidade de perceber as pessoas que nunca mais abraçariam seus irmãos, seus filhos, seus pais, seus colegas, seus amigos.
A segunda-feira veio e com ela o clima pesado de um domingo sem fim. Apesar das centenas de quilômetros distantes, sentia-se o ar arrastado da tragédia. A notícia dos cancelamentos das aulas em Santa Maria, trouxe o alento do reencontro. Mariana embarcou às cinco da tarde, chegada prevista as 23:30. Estava na rodoviária de Erechim meia hora antes. Um atraso no trajeto retardou sua chegada e aumentou o nervosismo. Era 0:15 de terça-feira quando o ônibus adentrou a estação rodoviária. Familiares circulavam a porta de saída. Enquanto moços e moças desembarcavam, nos olhares dos que ali estavam, as lágrimas brotavam.
Via-se a felicidade do abraço nos queridos, percebia-se a tristeza daqueles que nunca mais abraçarão.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Cardápio de hoje: Arroz de china
Ingredientes:
- Linguiça, alcatra (pode ser sobras de churrasco)
- Cebola
- Tomates
- Pimentão
- Chimichurri (temperos a gosto)
- Arroz
Em um disco, frite as carnes. Adicione a cebola e deixe-a dourar. Adicione o pimentão picado. Após adicione os tomates. Mexa bem até que o molho fique consistente. Adicione o arroz e deixe-o cozinhar um pouco no molho. Após, adicione água e aguarde até que fique do seu gosto. Pode ser bem sequinho ou um pouco mais aguado.
Sugestão: ficará melhor se preparado ao som dos Serranos ou dos informativos da Rádio Gaúcha.
- Linguiça, alcatra (pode ser sobras de churrasco)
- Cebola
- Tomates
- Pimentão
- Chimichurri (temperos a gosto)
- Arroz
Em um disco, frite as carnes. Adicione a cebola e deixe-a dourar. Adicione o pimentão picado. Após adicione os tomates. Mexa bem até que o molho fique consistente. Adicione o arroz e deixe-o cozinhar um pouco no molho. Após, adicione água e aguarde até que fique do seu gosto. Pode ser bem sequinho ou um pouco mais aguado.
Sugestão: ficará melhor se preparado ao som dos Serranos ou dos informativos da Rádio Gaúcha.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Namore um gordinho
Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! ... Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura.
É fria, vai por mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta.
Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto.
E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo.
Já os `tanquinhos´ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.
Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco.
Nunca!
Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.
Outra coisa fundamental: Homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.
O mundo inteiro sabe que quem gosta de homem bonito são os viados. Mulher quer homem inteligente, carinhoso e boa praça.
Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha, ou aquele vinho, e comer aqueles petiscos.
Carla Moura, psicóloga, especialista em Sexologia.
Anna Karenina - The movie
Recomendaram-me um filme sobre um livro. Pediram para tecer comentários. Primeiro erro: Está entre os três melhores que eu já li. Segundo: Li-o, no mínimo, umas 5 vezes. Terceiro: Postei sobre ele no blog três vezes (ao pé da postagem seguem os links). Quarto: Odeio adaptações (excetua-se 'Senhor dos Anéis'; 'Clube da luta'). Seguem meus comentários:
E aqui vai meu comentário sobre o filme: Péssimo.
Conseguiram estragar uma obra prima da literatura mundial. Atuações ínfimas, erro total de argumento, temporização textual fora do padrão (em relação à obra) e muito musicado.
Por mais que eu seja um adorador das atuações da Keira, acho que ela não conseguiu incorporar o espírito da personagem. A escolha do ator (nem dei-me ao trabalho de descobrir qual é) que interpreta o Conde Vronski foi completamente equivocada; deixou uma sensação de ser um personagem medíocre (o que ao longo do livro prova-se o contrário). Relegada a uma mínima importância, a história de Levine e Kitty, que, apesar de o livro trazer como de segundo plano, parece não ter relação nenhuma com a obra, entretanto tem importância fundamental na construção da história principal. O livro também faz uma grande crítica ao sistema de produção existente na Rússia à época, ponto que sequer foi tocado na película.
Algo que pude perceber e que se salvaria neste filme é a forma como foram interpretadas as cenas (com o pouco uso de locações externas e uso constante de um teatro), no entanto ficaria melhor em um filme de segunda mão e não na adaptação de um livro de tal porte.
Enfim, deixo o meu pesar e descontentamento a respeito dessa obra. Não a recomdarei a ninguém e, diferentemente do que faço com outros filmes, que é a pesquisa técnica sobre atores, direção, locações, trilha sonora e bilheteria, não pesquisarei nada sobre esse. Mas fico com a impressão de que, se este não foi um fracasso total, deveria ter sido.
Nota: não sou um crítico de cinema, nem tenho a pretensão de sê-lo. É apenas minha opinião.
Primeiro post do blog: http://1berto-1berto.blogspot.com.br/2012/04/anna-karenina-tolstoi.html
Segundo post no blog: http://1berto-1berto.blogspot.com.br/2012/07/liberdadefelicidade.html
Terceiro post no blog: http://1berto-1berto.blogspot.com.br/2011/08/ana-karenina-leon-tolstoi.html
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Presença
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mário Quintana
Sobre
Leitor apaixonado,
Falso poeta.
Amo escondido,
Luto sozinho.
Vertem-me lágrimas,
Meio sorriso.
Face serena,
Alma inquieta.
Passo noites acordado
e os dias, sonhando.
Falso poeta.
Amo escondido,
Luto sozinho.
Vertem-me lágrimas,
Meio sorriso.
Face serena,
Alma inquieta.
Passo noites acordado
e os dias, sonhando.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Sem saber
Às vezes nos pegamos com o pensamento longe, coração apertado, uma sensação de vazio dentro do peito, mas não conseguimos entender o motivo, pois temos tudo o que queremos e isso sempre nos fez bem.
Mas aí parece que tudo mudou, sempre parece faltar algo, o que nos satisfazia antes já não satisfaz mais. O que fazia você pensar que era a pessoa mais completa do mundo, hoje já te deixa com um vazio tremendo.
Surge aquela vontade de ficar sozinho, ou de sair correndo para aquilo que você começa a achar que está faltando, mas o problema é saber se aquilo realmente irá valer a pena, se é verdadeiro, se vai fazer com que aquele vazio passe, que volte a sentir aquele calor acolhedor no peito, são duvidas e mais duvidas, sua mente te diz pra não fazer isso, mas o seu coração grita para que largue tudo e saia correndo atrás aquilo que te aflige.
Afinal, razão e coração nem sempre andam juntos, cabe a você escolher um deles para seguir e depois não se arrepender.
* Texto enviado por K.C.F.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
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