DIA NACIONAL DA CACHAÇA.
UM BRINDE A TODOS OS ALAMBIQUES
E VAMO TOMÁ UM MÉ.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
William Blake - As portas da percepção
“If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as it is, infinite.” William Blake
Palavras soltas
Dia de sol. Noite de chuva. Família. O Vicente (meu irmãozinho "bródi"). Grêmio. Cerveja gelada. Café quente. Um livro bom. Um filme ruim. Meus amigos. Passatêra. Trabalho. Futebol. Faculdade. X-bacon. Coca-Cola. Maionese do Lucão. Mc-Duplo. Two and a Half Men. Tarantino. Dostoiévski. The Doors. Pescaria. Festa eletrônica. Bailão no interior. Matanza. Pastel. Unreal Tournament. Playstation. Minha casa. Banho de piscina. Viagem. Solidão. The Big Bang Theory. Clube da Luta. Salinger. Hitchcock. Crime e Castigo. Garrafas cheias. Beijo. Desenho em nuvens. Johnny Walker. Vento. Legião Urbana. Carta. Churrasco. Tênis velho. Tool. Saramago. Piada. Saudade. Sorriso. Lágrima. Hot Pocket. Não dormir. Correr. Banho de chuva. Beach Boys. Grêmio de novo. Rio. Che Guevara. Velocidade. Zippo. Verão. Chocolate. Punky. Punk. Seu Madruga. Raiva. Renato Portaluppi. Pink Floyd. Pá. Tolstói. Replicantes. Susto. Bala Mocinho. Chopp. 1º de abril. Aprender. Dor. Pizza. Caverna do Dragão. Pescoço. Jeans. Nicotina. Gilmore Girls. Chocolate quente. Pulp Fiction. Grama verde. O apanhador no campo de centeio. Não acordar. Viver.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Trabalho de Sociologia do Direito
Publico aqui um trabalho apresentado por mim em uma aula de Sociologia do Direito. Segue:
"Este trabalho tem por objetivo a análise do filme Rede de mentiras (Body of lies), de Ridley Scott; que, no seu enredo, conta a trajetória de um enviado do serviço secreto estadunidense ao Oriente Médio para prender um terrorista. No entanto, no desenrolar dos fatos, percebe-se uma grande diferença entre a ação do subordinado enviado e a do seu oficial superior. Conquanto, o ponto principal neste momento, seria proceder analiticamente em torno da questão da vigilância que se opera sobre as pessoas com o uso das tecnologias atuais.
Gradativamente, ao longo dos anos e muito intensamente na última década, tivemos nossa existência invadida por uma série de produtos e tecnologias novos que tem por objetivo a facilitação da vida do ser humano. O aparecimento do computador, o surgimento de diferentes tipos de telefonia, a criação de uma rede mundial de informações e a facilidade da intercomunicação pessoal, nos trouxeram além do bem-estar a possibilidade do rápido intercâmbio global. Conseguimos em questão de segundos um acesso direto (seria indireto?) com qualquer pessoa (que esteja utilizando também algum tipo de tecnologia) em qualquer ponto do globo terrestre, e até mesmo com as que estejam fora dele. Proporcionou-nos negociações, compras, vendas, tratados e relações que seriam impensáveis a alguns anos atrás. Tudo isto veio para o nosso auxílio, o auxílio da pessoa humana, comum.
Mas há um porém; e ele, por vezes oculto da maioria, é muito poderoso. É a possibilidade da vigilância constante dos indivíduos que fazem uso destes facilitadores. É uma aplicação da teoria do vigiar de Michel Foucault; em que o mesmo prega o uso de artifícios para que sejamos constantemente vigiados pra evitar a aplicação da punição. Não necessariamente o uso apenas de câmaras ou de uma torre central física, descrita no conceito de panoptismo, mas sim, aplicável ao momento atual, onde qualquer tipo de ligação ou processo que tentemos executar (ligação telefônica convencional ou celular, uso do computador, uso do cartão de crédito, o mero uso de uma câmara integrada de um aparelho celular) pode ser restreada e facilmente localizada por um administrador ou computador central. Esta ferramenta é muito importante e de grande valia se utilizada para fins sociais de resolução de problemas. Entretanto o uso desordenado, secreto ou excuso acarretará muitos problemas mais e o tolhimento da liberdade humana.
Finalizando, não conseguimos ter a certeza do que poderá acontecer futuramente. Se as benfeitorias proporcionadas pelo crescimento de ordem gráfica vertical da tecnologia compensarão o cerceamento de príncípios inerentes ao indivíduo. Queremos ser constantemente vigiados? Precisamos ser? Já não estamos sendo? Serão perguntas que responderemos com os caminhos que a sociedade escolher no momento atual."
Humberto Bruschi Rodrigues - Sociologia do Direito - Acadêmico do Curso de Direito - URI - Campus de Erechim
"Este trabalho tem por objetivo a análise do filme Rede de mentiras (Body of lies), de Ridley Scott; que, no seu enredo, conta a trajetória de um enviado do serviço secreto estadunidense ao Oriente Médio para prender um terrorista. No entanto, no desenrolar dos fatos, percebe-se uma grande diferença entre a ação do subordinado enviado e a do seu oficial superior. Conquanto, o ponto principal neste momento, seria proceder analiticamente em torno da questão da vigilância que se opera sobre as pessoas com o uso das tecnologias atuais.
Gradativamente, ao longo dos anos e muito intensamente na última década, tivemos nossa existência invadida por uma série de produtos e tecnologias novos que tem por objetivo a facilitação da vida do ser humano. O aparecimento do computador, o surgimento de diferentes tipos de telefonia, a criação de uma rede mundial de informações e a facilidade da intercomunicação pessoal, nos trouxeram além do bem-estar a possibilidade do rápido intercâmbio global. Conseguimos em questão de segundos um acesso direto (seria indireto?) com qualquer pessoa (que esteja utilizando também algum tipo de tecnologia) em qualquer ponto do globo terrestre, e até mesmo com as que estejam fora dele. Proporcionou-nos negociações, compras, vendas, tratados e relações que seriam impensáveis a alguns anos atrás. Tudo isto veio para o nosso auxílio, o auxílio da pessoa humana, comum.
Mas há um porém; e ele, por vezes oculto da maioria, é muito poderoso. É a possibilidade da vigilância constante dos indivíduos que fazem uso destes facilitadores. É uma aplicação da teoria do vigiar de Michel Foucault; em que o mesmo prega o uso de artifícios para que sejamos constantemente vigiados pra evitar a aplicação da punição. Não necessariamente o uso apenas de câmaras ou de uma torre central física, descrita no conceito de panoptismo, mas sim, aplicável ao momento atual, onde qualquer tipo de ligação ou processo que tentemos executar (ligação telefônica convencional ou celular, uso do computador, uso do cartão de crédito, o mero uso de uma câmara integrada de um aparelho celular) pode ser restreada e facilmente localizada por um administrador ou computador central. Esta ferramenta é muito importante e de grande valia se utilizada para fins sociais de resolução de problemas. Entretanto o uso desordenado, secreto ou excuso acarretará muitos problemas mais e o tolhimento da liberdade humana.
Finalizando, não conseguimos ter a certeza do que poderá acontecer futuramente. Se as benfeitorias proporcionadas pelo crescimento de ordem gráfica vertical da tecnologia compensarão o cerceamento de príncípios inerentes ao indivíduo. Queremos ser constantemente vigiados? Precisamos ser? Já não estamos sendo? Serão perguntas que responderemos com os caminhos que a sociedade escolher no momento atual."
Humberto Bruschi Rodrigues - Sociologia do Direito - Acadêmico do Curso de Direito - URI - Campus de Erechim
segunda-feira, 10 de maio de 2010
O algo
O que geralmente acontece, com vc, qndo guarda algo num lugar que só vc sabe??
1) Acaba esquecendo do algo.
2) Acaba esquecendo o lugar do algo.
3) Ou sua mãe é a primeira a achar o algo.
(Vlw pela dica, Verme!)
1) Acaba esquecendo do algo.
2) Acaba esquecendo o lugar do algo.
3) Ou sua mãe é a primeira a achar o algo.
(Vlw pela dica, Verme!)
terça-feira, 4 de maio de 2010
Baudelaire
Conceba-me como um sonho de pedra:
Meu seio, onde os mortais vem lamentar,
É feito para estimular
o amor de todos os poetas,
Mudo e nobre como a própria matéria.
Neve como carne, gelo como coração,
Pairo no alto, uma esfinge indecifrada
conjurando atos que alteram formas;
Nunca rio, nunca choro
Com admiração devotada
os poetas se curvam
Ante minha pose monumental
Engalanada no mais orgulhoso pedestal
E para deter esses dóceis adoradores rapidamente
Congelo o mundo em um espelho perfeito:
A luz eterna de meus grandes olhos.
Charles Baudelaire
Meu seio, onde os mortais vem lamentar,
É feito para estimular
o amor de todos os poetas,
Mudo e nobre como a própria matéria.
Neve como carne, gelo como coração,
Pairo no alto, uma esfinge indecifrada
conjurando atos que alteram formas;
Nunca rio, nunca choro
Com admiração devotada
os poetas se curvam
Ante minha pose monumental
Engalanada no mais orgulhoso pedestal
E para deter esses dóceis adoradores rapidamente
Congelo o mundo em um espelho perfeito:
A luz eterna de meus grandes olhos.
Charles Baudelaire
quarta-feira, 28 de abril de 2010
De Jorge para Guiomar
"Perdoe-me se lhe chamo assim; as convenções sociais condenam-me decerto, mas o coração aprova, que digo? ele mesmo escreve estas letras. Não é a minha pena, não são os meus lábios que lhe falam deste modo, são todas as forças vivas da minha existência, que em alta voz proclamam o imenso e profundo amor que lhe tenho. Antes de o ler neste papel, já a senhora o há de ter visto, pelo menos adivinhado nos meus olhos, na doce embriaguez que em mim produz a presença dos seus. Persuado-me de que todo o meu esforço em recalcar este afeto é vão; por mais que eu sinceramente deseje esquecê-la, não o alcançarei nunca; não alcançarei mais que uma aflição nova. O remorso de o tentar, virá coroar os demais infortúnios. Por que razão rompo hoje o silêncio em que me tenho conservado, medroso e respeitoso silêncio que, se me não abre o caminho da glória, ao menos conserva-me a palma da esperança? Nem eu mesmo saberia responder-lhe; falo, porque uma força interior me manda falar, como transborda o rio, como se derrama a luz; falo porque morreria talvez se me calasse, do mesmo modo que morrerei de desespero, se além do perdão que lhe peço, me não der uma esperança mais segura do que esta, que me faz viver e consumir."
Carta de Jorge para Guiomar. A mão e a luva. Machado de Assis.
Carta de Jorge para Guiomar. A mão e a luva. Machado de Assis.
O Príncipe - Maquiavel
"O governo é instituído pelo povo ou pela aristocracia, conforme haja oportunidade para um ou para a outra. Quando os ricos percebem que não podem resistir à pressão da massa, unem-se, prestigiando um dos seus e fazendo-o príncipe, de modo a poder perseguir seus propósitos à sombra da autoridade soberana. O povo, por outro lado, quando não pode resistir aos ricos, procura exaltar e criar um príncipe dentre os seus que o proteja com sua autoridade."
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Humanotopia
Doces sombras de meros mortais
Refletidos na poeira da estrada
Que não nos leva a lugar algum
Sabem que mesmo diante de um novo tempo
A única saída que nos resta
É a de fugir pra longe
O mais longe
Que a nossa alma possa alcançar
Mesmo que não tenhamos chance de voltar
Temos de buscar uma fuga
E criar um mundo só nosso
Onde as ruas não necessitem
Ser lavadas com o sangue inocente
Onde vidas não tem preço
Onde pessoas não se vendem
Onde vamos fazer todo o necessário
Para estarmos sempre sorrindo
Correndo atrás da felicidade eterna.
1berto rodrigues
Refletidos na poeira da estrada
Que não nos leva a lugar algum
Sabem que mesmo diante de um novo tempo
A única saída que nos resta
É a de fugir pra longe
O mais longe
Que a nossa alma possa alcançar
Mesmo que não tenhamos chance de voltar
Temos de buscar uma fuga
E criar um mundo só nosso
Onde as ruas não necessitem
Ser lavadas com o sangue inocente
Onde vidas não tem preço
Onde pessoas não se vendem
Onde vamos fazer todo o necessário
Para estarmos sempre sorrindo
Correndo atrás da felicidade eterna.
1berto rodrigues
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Adeus
"Daquele encontro o que restou foi apenas a lembrança. O doce gosto do beijo; mesmo sabendo que seria o último. Às vezes é assim mesmo que acontece, são horas de dedicação, dias a viver essa paixão e de repente, não mais que de repente, puff... o sonho acaba. A felicidade não existe mais, o amor não manda mais no coração, só a tristeza, a solidão e um vazio no peito que não conseguimos explicar. Tudo estava saindo da melhor maneira, até que nossas vidas tomaram rumos diferentes, cada qual para um lugar seu, só seu. E assim parece que nada do que vivemos tem o seu valor, longas tardes passeando à beira-mar, mãos dadas, pés descalços tocando a água que apaixonadamente beija a areia; longas tardes à beira do lago, vendo nossa imagem refletida na límpida e calma água, que servia para banharmo-nos nas noites de lua cheia. Mas como tudo na vida passa, passou-se aquele entusiasmo, aquela empolgação jovial que fazia parte do nosso mundo. E tudo tem um fim, e agora, não vale mais a pena dizer "eu te amo", basta dizer "adeus"."
1berto rodrigues
1berto rodrigues
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Ato ecológico completa 35 anos

A atitude do engenheiro agrônomo Carlos Alberto Dayrell, então estudante, de impedir o corte de uma tipuana na Capital, em 1975, é um dos temas do Dia Nacional da Botânica, celebrado em 17 de abril. A exposição Despertar da Consciência Ecológica relembra a ação ocorrida na avenida João Pessoa, a partir de reproduções de matérias dos jornais da época. A mostra vai até o dia 22, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1233).
A idealização é do jornalista Sérgio Becker. Em 1975, ele registrou o episódio para o jornal O Estado de São Paulo. "Eu estava dentro de um ônibus indo para o trabalho quando vi várias pessoas em volta da árvore. O faro jornalístico fez com que eu descesse para ver o que era. Acabei acompanhando todo o episódio." Para o jornalista, o fato marcou o início das discussões voltadas para o meio ambiente no Brasil. "A partir daquela ação individual foi criada a Secretaria de Meio Ambiente em Porto Alegre, a primeira do país em nível municipal", disse.
Dayrell vive em Viçosa (MG). A tipuana está até hoje na avenida João Pessoa, "o que prova que não precisava sair dali", disse Becker.
Fonte: CORREIO DO POVO, ANO 115 Nº 197 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2010.
Crédito imagem: Damião Alves Ribas / CP Memória.
Só um registro

Não poderia deixar de registrar essse fato. Creio ser o surgimento de um fenômeno. Para as gerações vindouras não me culparem por descaso ou omissão, escrevo que o magrão em questão é um gênio. Atende por Neymar e é jogador do Santos. Ontem, 14/04/2010, marcou cinco gols na vitória do Santos sobre o Guarani, por 8 a 1, pela Copa do Brasil. Com lances incríveis e jogadas maravilhosas encanta os torcedores que são apaixonados por futebol. Futuramente o veremos vestindo a amarelinha. (Eu levaria para a África do Sul. Se liga, Dunga!)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Tempo Ruim - Matanza
Ergam seus copos por quem vai partir
Longo será o caminho a seguir
Nada será como costuma ser
Nada vai ser fácil pra você
Não faça o mesmo que fez o seu pai
Não leve armas lá onde vai
Tantos eu já vi pagando pra ver
Não dá tempo de se arrepender
Nada que já não deva saber
Não há nada que não possa ter
Eu me despeço de todos vocês
Muitos aqui não verei outra vez
Fora o inverno e o tempo ruim
Eu não sei o que espera por mim
Mas pouco importa o que venha a ser
Se eu tiver um dia a quem dizer
Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado, seu grande amor.
Longo será o caminho a seguir
Nada será como costuma ser
Nada vai ser fácil pra você
Não faça o mesmo que fez o seu pai
Não leve armas lá onde vai
Tantos eu já vi pagando pra ver
Não dá tempo de se arrepender
Nada que já não deva saber
Não há nada que não possa ter
Eu me despeço de todos vocês
Muitos aqui não verei outra vez
Fora o inverno e o tempo ruim
Eu não sei o que espera por mim
Mas pouco importa o que venha a ser
Se eu tiver um dia a quem dizer
Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado, seu grande amor.
Dick Dale - Fun People
No te preocupes, no!.
Recordando esa vieja foto en hell beach.
No hay nada que al mar pueda vencer, dont worry, no.
Recordando esa vieja foto en hell beach.
Recordando esa vieja foto en hell beach.
No hay nada que al mar pueda vencer, dont worry, no.
Recordando esa vieja foto en hell beach.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Resultado das resoluções
Ô loko.. Fui muito bem sucedido nestas resoluções lançadas na sexta-feira. Cumpri praticamente todas as metas, faltou só o término da leitura de um livro. Mas essa pode ficar para esta semana. Fui na aula, joguei um futiba com a turma, não bebi nada, não fui no baile, não fiquei muito tempo sozinho. Assiti a dois filmes. O primeiro foi "Quebrando a banca (21)", que narra a história de um garoto com QI altíssimo que é recrutado por um professor para jogar Blackjack (21) em Las Vegas; junto com outros jovens ele ganha muito dinheiro e passa a ser vigiado por um segurança dos cassinos. Filme muito legal. Depois assiti "Anjos e Demônios" e confesso que o filme até passa uma certa credibilidade, com sua alta produção e atores renomados, mas, na minha opinião, fica muito aquém do livro de Dan Brown (como ocorre seguidamente em adaptações para o cinema). Recomendo o filme, mas deixo a ressalva de não ser criadas muitas expectativas. E foi isso, um fim de semana de muito relax e com agradáveis surpresas.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Resoluções para o fim de semana
FAZER
- aula sábado de manhã
- futebol com a galera
- ler um livro
- assitir uns filmes
- dormir bem
- não beber
NÃO FAZER
- ficar dormindo e não ir na aula
- beber
- beber e ir no baile em Pinhal
- beber e ficar muito louco e ir no baile em Pinhal
- permanecer muito tempo sozinho
Segunda publico os resultados.
Ótimo fim de semana a todos.
- aula sábado de manhã
- futebol com a galera
- ler um livro
- assitir uns filmes
- dormir bem
- não beber
NÃO FAZER
- ficar dormindo e não ir na aula
- beber
- beber e ir no baile em Pinhal
- beber e ficar muito louco e ir no baile em Pinhal
- permanecer muito tempo sozinho
Segunda publico os resultados.
Ótimo fim de semana a todos.
"O processo", Franz Kafka

(Este post pode conter revelações sobre o livro)
Gênio, gênio, gênio. Kafka demonstra toda a sua capacidade intelectual nos desdobramentos dessse livro fascinante; prende o leitor à desaventurosa vida de Joseph K. Um homem pacato, gerente de um banco que é surpreendido certa manhã por uma diligência que tem por função o avisar de sua detenção. Não sabendo o por quê da acusação, nem por onde começar sua defesa, K. (como simplesmente é chamado no livro) se vê envolvido numa trama onde figurões da justiça e reles "zangões" da população possuem o mesmo tipo de poderes para determinar o futuro de um homem. Mostra-nos o submundo do que ocorre nos tribunais (figurativamente, boa parte das vezes) e a submissão do ser humano às pessoas que se impõem sobre suas vidas. Recomendo a todos que cursam Direito, Psicologia e para quem gosta de uma boa leitura. Abaixo transcrevo um trecho em que Kafka nos brinda com uma bela estória acerca do acesso e da submissão perante à justica. Segue:
“Em frente da Lei está um porteiro; um homem que vem do campo acerca-se dele e pede-lhe que o deixe entrar na Lei. O porteiro, porém, responde que nesse momento não pode deixá-lo entrar. O homem medita e pergunta então se mais tarde terá autorização para entrar. “E possível”, responde o porteiro, “mas agora não pode ser”. Como o portão que dá acesso à Lei se encontra, como sempre, aberto, e o porteiro se afasta um pouco para o lado, o homem inclina-se a fim de olhar para o interior. Assim que o porteiro repara nisso diz-lhe, rindo-se: “se te sentes tão atraído, procura entrar a despeito da minha proibição. Todavia, repara: sou forte e não passo do mais ínfimo dos porteiros. De sala para sala, porém., há outros porteiros, cada um deles mais forte do que o anterior. Até o aspecto do terceiro guarda é para mim insuportável”. O homem do campo não esperara encontrar tais dificuldades, “a Lei devia ser sempre acessível a toda a gente”, pensa ele; porém, ao observar melhor o porteiro envolto no seu capote de peles, o seu grande nariz afilado, a longa barba rala e negra a moda tártara, acha que é melhor esperar até lhe darem autorização para entrar. O porteiro dá-lhe um escabelo e diz-lhe que se sente ao lado da porta. Durante anos ele permanece sentado. Faz numerosas tentativas para ser admitido e fatiga o porteiro com os seus pedidos. Aquele, de vez em quando, faz-lhe perguntas sobre a sua terra e sobre muitas outras coisas, mas duma maneira indiferente, como fazem os grandes senhores, e no fim diz-lhe sempre que ainda não pode deixá-lo entrar. O homem, que se proveu de amplos meios para a sua viagem, emprega tudo, por mais valioso, para subornar o porteiro. Este, com efeito, aceita tudo, mas diz: “só aceito o que me dás para que não julgues que descuraste alguma coisa”. Durante todos aqueles longos anos o homem olha quase ininterruptamente para o porteiro. Esquece-se dos outros porteiros; parece-lhe que o porteiro é o único obstáculo que se opõe à sua entrada na Lei. Amaldiçoa em voz alta o infeliz acaso dos primeiros anos; mais tarde, à medida que envelhece, já não faz outra coisa senão resmungar. Torna-se acriançado e, como durante anos a fio estudou o porteiro, acaba também por conhecer as pulgas da gola do seu capote; assim, pede-lhes que o ajudem a modificar a atitude do porteiro. Por fim, a sua vista torna-se tão fraca que já nem sabe se escurece realmente à sua volta ou se é apenas ilusão dos seus olhos. Agora, porém, lobriga, no escuro, um fulgor que, inextinguível, brilha através da porta da Lei. Mas ele já não tem muito tempo de vida. Antes de morrer, todas as experiências por que passara durante esse tempo convergem para uma pergunta que, até essa altura, ainda não formulara. Faz um sinal ao porteiro para que se aproxime, pois o entorpecimento que o domina já não o deixa levantar-se. O porteiro tem de curvar-se profundamente, visto que a diferença das estaturas se modificara bastante. “Que queres tu ainda saber?”, pergunta o porteiro. “És insaciável.” “Se todos aspiram a conhecer a Lei”, diz o homem, “como se explica que durante estes anos todos ninguém, a não ser eu, pedisse para entrar?” O porteiro reconhece que o homem já está perto do fim e, para alcançar o seu ouvido moribundo, berra: “Aqui, ninguém, a não ser tu, podia entrar, pois esta entrada era apenas destinada a ti. Agora vou-me embora e fecho-a.”
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)