fim de semana normal; agitado, mas normal..
festinha no Cama, um pouco de cama (soninho básico), maratona "O Poderoso Chefão" (#txs Even), domingo no estádio (Ypiranga x Porto Alegre {obrigado ao Canarinho por meter no time do A$$i$ e do Ronaldinho}.
e a segunda transcorre normalmente
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
divagações
Tento não te ligar,
Nem te mandar mensagens,
Nem escrever uma carta,
Muito menos te presentear;
Imagine um convite para sair?
Apenas queria-te;
Um beijo, um sorriso,
Um olá ou um adeus.
Apenas ver-te;
E ter um momento
Que achasse ser só meu.
Nem te mandar mensagens,
Nem escrever uma carta,
Muito menos te presentear;
Imagine um convite para sair?
Apenas queria-te;
Um beijo, um sorriso,
Um olá ou um adeus.
Apenas ver-te;
E ter um momento
Que achasse ser só meu.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
sexta-feira
muitos não gostam.
outros condenam.
minha mãe fica muito de cara.
mas é bom demais dar uma banda de manhã bem cedinho...
outros condenam.
minha mãe fica muito de cara.
mas é bom demais dar uma banda de manhã bem cedinho...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de Matrícula
Prá galerinha que ainda não fez a matrícula, anuncio hoje as matérias do semestre "bem básico" que nos aguarda...
Direito Civil V
Direito Penal IV
Direito de Empresa III
Direito Administrativo II
Direito Processual Civil III
Direito Processual Penal I
Estágio de Prática Jurídica I
Aproveito para informar que no sábado de manhã haverão 4 períodos de Penal IV e no sábado à tarde 2 de Civil V.
Alguns (inclusive quem informa), deverão cancelar Lepre e Cama na sexta...
Boas férias... (depois dessa notícia, poucos terão)
Direito Civil V
Direito Penal IV
Direito de Empresa III
Direito Administrativo II
Direito Processual Civil III
Direito Processual Penal I
Estágio de Prática Jurídica I
Aproveito para informar que no sábado de manhã haverão 4 períodos de Penal IV e no sábado à tarde 2 de Civil V.
Alguns (inclusive quem informa), deverão cancelar Lepre e Cama na sexta...
Boas férias... (depois dessa notícia, poucos terão)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Eu queria mudar - Os Pacificadores
Letra da música-tema do primeiro dia do ano de 2011. Obrigado Cassi, Bona, Mateus, Murilo e os outros que passaram pelo acamps do Bloco Modelo-Meu.
Ah, e os carinhas da Brasa Turbo.
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Aprendi a ser esperto aprendi a meter fita, no meio da
malandragem solto fumaça
Cresci numa quebrada onde não pode dar mole, onde
amigo e confiança com certeza não há!
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Pulei o muro da escola pra correr atrás de pipa, jogar
conversa fora, biloca em esquina, matar gato de pedrada,
rasgar o lixo do vizinho.. é muita ocorrência pra um
só menininho
É divertido aprontar, fazer o que é proibido, pedra no
telhado brincadeira de bandido, espingarda de madeira,
mocinho e bandido, vida loca desde cedo atrás dos
inimigos, mais folgado da rua tipo mais aloprado,
jeitinho de marrento carinha de folgado, odiava escola
classe ou centro de ensino, da meu xumbinho da meu
brinquedo de matar menino, muitas vezes minha mãe me
chamou de capeta eu sou o tipo de cara que não vive
sem tentar, de tanto de escutar um nome por ele eu atendo na
madruga é nós na fita puro veneno.
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Aprendi a ser esperto aprendi a meter fita, no meio da
malandragem solto fumaça
Cresci numa quebrada onde não pode dar mole, onde
amigo e confiança com certeza não há!
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
Passei infância no Caje aprontei pra carai, na fulga
da lotéria a casa sempre cai, se acostumar com as
torturas é sempre difícil trabalho exige muito roubar
é meu vício,
na minha casa não tem plasma, nem LCD, tem uma lan
moscando cheia de pc.
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Esse mundo me ensinou a roubar, esse mundo me ensinou
a matar, esse mundo me ensinou a viver de um jeito que
não dá pra mudar, eu queria poder viver bem, eu queria
um dia ser alguém, infelizmente o que se quer não se
tem, preto rico tem 1 entre 100!
Só sei fazer o errado eu aprendi a ser assim, quem vai
por esse caminho logo encontra o fim, pobre sem
profissão nada consta custa um montão, fecharam as
portas pra mim roubar é minha profissão, queria até
ter um carro tunado estilo sport pra conseguir um
daqueles só sendo patrão do esporte, se eu conseguir o
canal numa agência bancária ou sequestrar um playboy
filho de uma mãe milionária, pensar honesto não dá
nunca deu e nunca dará se quem governa o país também
aprendeu a roubar, eu roubo a mão armada eles roubam
no caô, me chamam de bandido e chamam eles de doutor.
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Aprendi a ser esperto aprendi a meter fita, no meio da
malandragem só tem fumaça
Cresci numa quebrada onde não pode dar mole, onde
amigo e confiança com certeza não há!
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim!
Ah, e os carinhas da Brasa Turbo.
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Aprendi a ser esperto aprendi a meter fita, no meio da
malandragem solto fumaça
Cresci numa quebrada onde não pode dar mole, onde
amigo e confiança com certeza não há!
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Pulei o muro da escola pra correr atrás de pipa, jogar
conversa fora, biloca em esquina, matar gato de pedrada,
rasgar o lixo do vizinho.. é muita ocorrência pra um
só menininho
É divertido aprontar, fazer o que é proibido, pedra no
telhado brincadeira de bandido, espingarda de madeira,
mocinho e bandido, vida loca desde cedo atrás dos
inimigos, mais folgado da rua tipo mais aloprado,
jeitinho de marrento carinha de folgado, odiava escola
classe ou centro de ensino, da meu xumbinho da meu
brinquedo de matar menino, muitas vezes minha mãe me
chamou de capeta eu sou o tipo de cara que não vive
sem tentar, de tanto de escutar um nome por ele eu atendo na
madruga é nós na fita puro veneno.
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Aprendi a ser esperto aprendi a meter fita, no meio da
malandragem solto fumaça
Cresci numa quebrada onde não pode dar mole, onde
amigo e confiança com certeza não há!
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
Passei infância no Caje aprontei pra carai, na fulga
da lotéria a casa sempre cai, se acostumar com as
torturas é sempre difícil trabalho exige muito roubar
é meu vício,
na minha casa não tem plasma, nem LCD, tem uma lan
moscando cheia de pc.
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Esse mundo me ensinou a roubar, esse mundo me ensinou
a matar, esse mundo me ensinou a viver de um jeito que
não dá pra mudar, eu queria poder viver bem, eu queria
um dia ser alguém, infelizmente o que se quer não se
tem, preto rico tem 1 entre 100!
Só sei fazer o errado eu aprendi a ser assim, quem vai
por esse caminho logo encontra o fim, pobre sem
profissão nada consta custa um montão, fecharam as
portas pra mim roubar é minha profissão, queria até
ter um carro tunado estilo sport pra conseguir um
daqueles só sendo patrão do esporte, se eu conseguir o
canal numa agência bancária ou sequestrar um playboy
filho de uma mãe milionária, pensar honesto não dá
nunca deu e nunca dará se quem governa o país também
aprendeu a roubar, eu roubo a mão armada eles roubam
no caô, me chamam de bandido e chamam eles de doutor.
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim
Aprendi a ser esperto aprendi a meter fita, no meio da
malandragem só tem fumaça
Cresci numa quebrada onde não pode dar mole, onde
amigo e confiança com certeza não há!
Eu queria mudar, eu queria mudar, eu queria mudar, eu
queria mudaar..
O meu mundo me ensinou a ser assim, fazer a correria
os cana vinha atrás de mim!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Beatles - Free as a bird
Free As A Bird,
It's the next best thing to be free as a bird.
Home, home and dry.
Like a homing bird I fly, as a bird on wings.
Whatever happened to the life that we once knew
Can we really live without each other
Where did we lose the touch
That seemed to mean so much
It always made me feel so
Free as a bird,
It's the next best thing to be free as a bird.
Home, home and dry
Like a homing bird I fly, as bird on wings
Whatever happened to the life that we once knew
Always made me feel soooo
Free
Free as a bird
It's the next best thing to be
Free as a bird.
Letra: John Lennon
It's the next best thing to be free as a bird.
Home, home and dry.
Like a homing bird I fly, as a bird on wings.
Whatever happened to the life that we once knew
Can we really live without each other
Where did we lose the touch
That seemed to mean so much
It always made me feel so
Free as a bird,
It's the next best thing to be free as a bird.
Home, home and dry
Like a homing bird I fly, as bird on wings
Whatever happened to the life that we once knew
Always made me feel soooo
Free
Free as a bird
It's the next best thing to be
Free as a bird.
Letra: John Lennon
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago
Publico hoje no blog um post contendo uma passagem deste grande livro do aclamado autor português José Saramago. Por exigência do autor foi mantida a ortografia vigente em Portugal. Segue:
"[...]Adornei a minha cama com cobertas, com colchas bordadas de linho do Egipto, perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Maria de Magdala conduziu Jesus até junto do forno, onde o chão era de ladrilhos de tijolo, e ali, recusando o auxílio dele, por suas mãos o despiu e lavou, às vezes tocando-lhe o corpo, aqui e aqui, e aqui, com as pontas dos dedos, beijando-o de leve no peito e nas ancas, de um lado e do outro. Estes roces delicados faziam estremecer Jesus, as unhas da mulher arrepiavam-no quando lhe percorriam a pele, Não tenhas medo, disse Maria de Magdala. enxugou-o e levou-o pela mão até à cama, Deita-te, eu volto já. Fez correr um pano numa corda, novos rumores de águas se ouviram, depois uma pausa, o ar de repente tornou-se perfumado e Maria de Magdala apareceu, nua. Nu estava também Jesus, como ela o deixara, o rapaz pensou que assim é que devia estar certo, tapar o corpo que ela descobrira teria sido como uma ofensa. Maria parou ao lado da cama, olhou-o com uma expressão que era, ao mesmo tempo, ardente e suave, e disse, És belo, mas para seres perfeito, tens de abrir os olhos. Hesitando, Jesus abriu-os, imediatamente os fechou, deslumbrado, tornou a abri-los e nesse instante soube o que em verdade queriam dizer aquelas palavras do rei Salomão, As curvas dos teus quadris são como jóias, o teu umbigo é uma taça arredondada, cheia de vinho perfumado, o teu ventre é um monte de trigo cercado de lírios, os teus dois seios são como dois filhinhos gémeos de uma gazela, mas soube-o ainda melhor, e definitivamente, quando Maria se deitou ao lado dele, e, tomando-lhe as mãos, puxando-as para si, as fez passar, lentamente, por todo o seu corpo, os cabelos e o rosto, o pescoço, os ombros, os seios, que docemente comprimiu, o ventre, o umbigo, o púbis, onde se demorou, a enredar e a desenredar os dedos, o redondo das coxas macias, e, enquanto isto fazia, ia dizendo em voz baixa, quase num sussurro, Aprende, aprende o meu corpo. Jesus olhava as suas próprias mãos, que Maria segurava, e desejava tê-las soltas para que pudessem ir buscar, livres, cada uma daquelas
partes, mas ela continuava, uma vez mais, outra ainda, e dizia, Aprende o meu corpo, aprende o meu
corpo.. Jesus respirava precipitadamente, mas houve um momento em que pareceu sufocar, e isso foi quando as mãos dela, a esquerda colocada sobre a testa, a direita sobre os tornozelos, principiaram uma lenta carícia, na direcção uma da outra, ambas atraídas ao mesmo ponto central, onde, quando chegadas, não se detiveram mais do que um instante, para regressarem com a mesma lentidão ao ponto de partida, donde recomeçaram o movimento. Não aprendeste nada, vai-te, dissera Pastor, e quiçá quisesse dizer que ele não aprendera a defender a vida. Agora Maria de Magdala ensinara-lhe, Aprende o meu corpo, e repetia, mas doutra maneira, mudando-lhe uma palavra, Aprende o teu corpo, e ele aí o tinha, o seu corpo, tenso, duro, erecto, e sobre ele estava, nua e magnífica, Maria de Magdala, que dizia, Calma, não te preocupes, não te movas, deixa que eu trate de ti, então sentiu que uma parte do seu corpo, essa, se sumira no corpo dela, que um anel de fogo o rodeava, indo e vindo, que um estremecimento o sacudia por dentro, como um peixe agitando-se, e que de súbito se escapava gritando, impossível, não pode ser, os peixes não gritam, ele, sim, era ele quem gritava, ao mesmo tempo que Maria, gemendo, deixava descair o seu corpo sobre o dele, indo beber-lhe da boca o grito, num sôfrego e ansioso beijo que desencadeou no corpo de Jesus um segundo e interminável frémito. Durante todo o dia, ninguém veio bater à porta de Maria de Magdala. Durante todo o dia, Maria de Magdala serviu e ensinou o rapaz de Nazaré que, não a conhecendo nem de bem nem de mal, lhe viera pedir que o aliviasse das dores e curasse das chagas que, mas isso não o sabia ela, tinham nascido doutro encontro, no deserto, com Deus. Deus dissera a Jesus, A partir de hoje pertences-me pelo sangue, o Demónio, se o era, desprezara-o, Não aprendeste nada, vai-te, e Maria de Magdala, com os seios escorrendo suor, os cabelos soltos que
parecem deitar fumo, a boca túmida, olhos como de água negra, Não te prenderás a mim pelo que te ensinei, mas fica comigo esta noite. E Jesus, sobre ela, respondeu, O que me ensinas, não é prisão, é liberdade. Dormiram juntos, mas não apenas nessa noite. Quando acordaram, já manhã alta, e depois de uma vez mais os seus corpos se terem buscado e achado, Maria foi ver como estava a ferida do pé de Jesus, Tem melhor ar, mas não devias ir ainda para a tua terra, vai-te fazer mal
o caminho, com esse pó, Não posso ficar, e se tu mesma dizes que estou melhor, Ficar, podes, a questão é que tenhas a vontade, quanto à porta do pátio, estará fechada por todo o tempo que quisermos, A tua vida, A minha vida, nesta hora, és tu, Porquê, Respondo-te com as
Palavras do rei Salomão, o meu amado meteu a mão pela abertura da porta e o meu coração estremeceu, E como posso ser o teu amado se não me conheces, se sou apenas alguém que te veio pedir ajuda e de quem tiveste pena, pena das minhas dores e da minha ignorância, Por
isso te amo, porque te ajudei e te ensinei, mas tu a mim é que não poderás amar-me, pois não me ensinaste nem ajudaste, Não tens nenhuma ferida, Encontrá-la-ás, se a procurares, Que ferida é, Essa porta aberta por onde entravam outros e o meu amado não, Disseste que sou o teu amado, Por isso a porta se fechou depois de entrares, Não sei nada que possa ensinar-te, só o que de ti
aprendi, Ensina-me também isso, para saber como é aprendê-lo de ti, Não podemos viver juntos, Queres dizer que não podes viver com uma prostituta, Sim, Por todo o tempo que estiveres comigo, não serei uma prostituta, não sou prostituta desde que aqui entraste, está nas tuas mãos que continue a não o ser, Pedes-me demasiado, Nada que não possas dar-me por um dia, por dois
dias, pelo tempo que o teu pé leve a sarar, para que depois se abra outra vez a minha ferida, Levei dezoito anos para chegar aqui, Alguns dias mais, não te farão diferença, ainda és novo, Tu também és nova, Mais velha do que tu, mais nova do que a tua mãe, Conheces a minha mãe, Não, Então por que disseste, Porque eu nunca poderia ter um filho que tivesse hoje a tua idade, Que estúpido
sou, Não és estúpido, apenas inocente, Já não sou inocente, Por teres conhecido mulher, Não o era já quando me deitei contigo, Fala-me da tua vida, mas agora não, agora só quero que a tua mão esquerda descanse sobre a minha cabeça e a tua direita me abrace. Jesus ficou uma semana em casa de Maria de Magdala, o tempo necessário para que debaixo da crosta da ferida se formasse a nova pele. A porta do pátio esteve sempre fechada.[...]"
Recomendo a todos a leitura deste livro e de outros títulos deste mesmo autor.
"[...]Adornei a minha cama com cobertas, com colchas bordadas de linho do Egipto, perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Maria de Magdala conduziu Jesus até junto do forno, onde o chão era de ladrilhos de tijolo, e ali, recusando o auxílio dele, por suas mãos o despiu e lavou, às vezes tocando-lhe o corpo, aqui e aqui, e aqui, com as pontas dos dedos, beijando-o de leve no peito e nas ancas, de um lado e do outro. Estes roces delicados faziam estremecer Jesus, as unhas da mulher arrepiavam-no quando lhe percorriam a pele, Não tenhas medo, disse Maria de Magdala. enxugou-o e levou-o pela mão até à cama, Deita-te, eu volto já. Fez correr um pano numa corda, novos rumores de águas se ouviram, depois uma pausa, o ar de repente tornou-se perfumado e Maria de Magdala apareceu, nua. Nu estava também Jesus, como ela o deixara, o rapaz pensou que assim é que devia estar certo, tapar o corpo que ela descobrira teria sido como uma ofensa. Maria parou ao lado da cama, olhou-o com uma expressão que era, ao mesmo tempo, ardente e suave, e disse, És belo, mas para seres perfeito, tens de abrir os olhos. Hesitando, Jesus abriu-os, imediatamente os fechou, deslumbrado, tornou a abri-los e nesse instante soube o que em verdade queriam dizer aquelas palavras do rei Salomão, As curvas dos teus quadris são como jóias, o teu umbigo é uma taça arredondada, cheia de vinho perfumado, o teu ventre é um monte de trigo cercado de lírios, os teus dois seios são como dois filhinhos gémeos de uma gazela, mas soube-o ainda melhor, e definitivamente, quando Maria se deitou ao lado dele, e, tomando-lhe as mãos, puxando-as para si, as fez passar, lentamente, por todo o seu corpo, os cabelos e o rosto, o pescoço, os ombros, os seios, que docemente comprimiu, o ventre, o umbigo, o púbis, onde se demorou, a enredar e a desenredar os dedos, o redondo das coxas macias, e, enquanto isto fazia, ia dizendo em voz baixa, quase num sussurro, Aprende, aprende o meu corpo. Jesus olhava as suas próprias mãos, que Maria segurava, e desejava tê-las soltas para que pudessem ir buscar, livres, cada uma daquelas
partes, mas ela continuava, uma vez mais, outra ainda, e dizia, Aprende o meu corpo, aprende o meu
corpo.. Jesus respirava precipitadamente, mas houve um momento em que pareceu sufocar, e isso foi quando as mãos dela, a esquerda colocada sobre a testa, a direita sobre os tornozelos, principiaram uma lenta carícia, na direcção uma da outra, ambas atraídas ao mesmo ponto central, onde, quando chegadas, não se detiveram mais do que um instante, para regressarem com a mesma lentidão ao ponto de partida, donde recomeçaram o movimento. Não aprendeste nada, vai-te, dissera Pastor, e quiçá quisesse dizer que ele não aprendera a defender a vida. Agora Maria de Magdala ensinara-lhe, Aprende o meu corpo, e repetia, mas doutra maneira, mudando-lhe uma palavra, Aprende o teu corpo, e ele aí o tinha, o seu corpo, tenso, duro, erecto, e sobre ele estava, nua e magnífica, Maria de Magdala, que dizia, Calma, não te preocupes, não te movas, deixa que eu trate de ti, então sentiu que uma parte do seu corpo, essa, se sumira no corpo dela, que um anel de fogo o rodeava, indo e vindo, que um estremecimento o sacudia por dentro, como um peixe agitando-se, e que de súbito se escapava gritando, impossível, não pode ser, os peixes não gritam, ele, sim, era ele quem gritava, ao mesmo tempo que Maria, gemendo, deixava descair o seu corpo sobre o dele, indo beber-lhe da boca o grito, num sôfrego e ansioso beijo que desencadeou no corpo de Jesus um segundo e interminável frémito. Durante todo o dia, ninguém veio bater à porta de Maria de Magdala. Durante todo o dia, Maria de Magdala serviu e ensinou o rapaz de Nazaré que, não a conhecendo nem de bem nem de mal, lhe viera pedir que o aliviasse das dores e curasse das chagas que, mas isso não o sabia ela, tinham nascido doutro encontro, no deserto, com Deus. Deus dissera a Jesus, A partir de hoje pertences-me pelo sangue, o Demónio, se o era, desprezara-o, Não aprendeste nada, vai-te, e Maria de Magdala, com os seios escorrendo suor, os cabelos soltos que
parecem deitar fumo, a boca túmida, olhos como de água negra, Não te prenderás a mim pelo que te ensinei, mas fica comigo esta noite. E Jesus, sobre ela, respondeu, O que me ensinas, não é prisão, é liberdade. Dormiram juntos, mas não apenas nessa noite. Quando acordaram, já manhã alta, e depois de uma vez mais os seus corpos se terem buscado e achado, Maria foi ver como estava a ferida do pé de Jesus, Tem melhor ar, mas não devias ir ainda para a tua terra, vai-te fazer mal
o caminho, com esse pó, Não posso ficar, e se tu mesma dizes que estou melhor, Ficar, podes, a questão é que tenhas a vontade, quanto à porta do pátio, estará fechada por todo o tempo que quisermos, A tua vida, A minha vida, nesta hora, és tu, Porquê, Respondo-te com as
Palavras do rei Salomão, o meu amado meteu a mão pela abertura da porta e o meu coração estremeceu, E como posso ser o teu amado se não me conheces, se sou apenas alguém que te veio pedir ajuda e de quem tiveste pena, pena das minhas dores e da minha ignorância, Por
isso te amo, porque te ajudei e te ensinei, mas tu a mim é que não poderás amar-me, pois não me ensinaste nem ajudaste, Não tens nenhuma ferida, Encontrá-la-ás, se a procurares, Que ferida é, Essa porta aberta por onde entravam outros e o meu amado não, Disseste que sou o teu amado, Por isso a porta se fechou depois de entrares, Não sei nada que possa ensinar-te, só o que de ti
aprendi, Ensina-me também isso, para saber como é aprendê-lo de ti, Não podemos viver juntos, Queres dizer que não podes viver com uma prostituta, Sim, Por todo o tempo que estiveres comigo, não serei uma prostituta, não sou prostituta desde que aqui entraste, está nas tuas mãos que continue a não o ser, Pedes-me demasiado, Nada que não possas dar-me por um dia, por dois
dias, pelo tempo que o teu pé leve a sarar, para que depois se abra outra vez a minha ferida, Levei dezoito anos para chegar aqui, Alguns dias mais, não te farão diferença, ainda és novo, Tu também és nova, Mais velha do que tu, mais nova do que a tua mãe, Conheces a minha mãe, Não, Então por que disseste, Porque eu nunca poderia ter um filho que tivesse hoje a tua idade, Que estúpido
sou, Não és estúpido, apenas inocente, Já não sou inocente, Por teres conhecido mulher, Não o era já quando me deitei contigo, Fala-me da tua vida, mas agora não, agora só quero que a tua mão esquerda descanse sobre a minha cabeça e a tua direita me abrace. Jesus ficou uma semana em casa de Maria de Magdala, o tempo necessário para que debaixo da crosta da ferida se formasse a nova pele. A porta do pátio esteve sempre fechada.[...]"
Recomendo a todos a leitura deste livro e de outros títulos deste mesmo autor.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Ainda é cedo - Legião Urbana
... um misto de saudade e verdade...
Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse:
- Eu não sei mais o que eu sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia:
- Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo.
Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse:
- Eu não sei mais o que eu sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia:
- Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Conto gauchesco
BATENDO ORELHA!…
Nasceu o potrilho, lindo e gordo, filho de égua boa leiteira, crioula de campo de lei.
O guri era mimoso, dormindo em cama limpa e comendo em mesa farta.
Já de sobreano fizeram uma recolhida grande, sentaram-lhe uns pealos, apertaram-no pelas orelhas e pela cola e a marca em brasa chiou-lhe na picanha.
Andaria nos oito anos quando meteram-lhe nas mãos a cartilha das letras e o mestre-régio começou a indicar-lhe as unhas, de palmatoadas.
O potrilho couceou, na marca.
O menino meteu fios de cabelo nos olhos da santa-luzia...
Em potranco acompanhava a manada e retouçava com as potrancas, sem mal nenhum.
O rapazinho rezava o terço e brincava de esconder com as meninas… o que custou-lhe uma sapeca de vara de marmeleiro.
Quando o potrilho foi-se enfeitando para repontar, o pastor velho meteu-lhe os cascos e mais, a dente, botou-o campo fora: fosse rufiar lá longe!...
O gurizote, já taludo, quis passar-se de mais com uma prima...; o tio deu-lhe um chá-de-cascade-vaca, que saiu cinza e fedeu a rato!...
O potro andava corrido, farejando... Mas nem uma petiça arrastadeira d’água e poronguda, achou, para consolo da vida. Té que o caparam.
O mocito, que era pimpão, foi mandado incorporar. Sentaram-lhe a farda no lombo.
Mal sarou da ferida o potro foi pegado: corcoveou, berrou; quebraram-lhe a boca a tirões, dividiram-lhe a barriga com a cincha; quis planchar-se, e lanharam-lhe as virilhas a rebenque e as paletas a roseta de espora. Tiraram-lhe as cócegas... Ficou redomão.
O recruta marcou passo, horas, pra aprender; entrou na forma; agüentou descomposturas; deu umas bofetadas num cabo e gurniu solitária e guarda dobrada, por quinze dias. Cortaram-lhe os cabelos à escovinha e ficou apontado. Era o faxineiro do esquadrão.
Houve uns apuros de precisão… O rocim foi vendido em lote, para o regimento.
Tocou a reunir: era uma ordem de marcha, urgente. O faxineiro recebeu lança, espadão e tercerola.
Quando a cavalhada chegou o primeiro serviço dos sargentos foi assinalar os novos; era simples e ligeiro: um talho de faca na orelha, rachando-a. Bagual assim, virava reiúno.
Quando tocou o bota-sela, o faxineiro estava na porteira, de buçal na mão, esperando a vez. O laçador laçava, chamava a praça e esta enfrenava... e cada um roia o osso que lhe tocava.
— Chê! Enfrena!...
Foi o reiúno que caiu pro recruta.
Aí se juntaram os dois parecidos, o bicho e o homem. E a sorte levou os dois, de parceria, pelo tempo adiante. Curtiram fome, juntos, cada um, do seu comer. E sede. E frio. E cansaço, mataduras e manqueiras; cheiros de pólvora e respingos de sangue, barulho de músicas, tronar grosso e pipoquear, nas guerrilhas.
E de saúde, assim, assim... Um teve sarnagem, o outro apanhou muquiranas; se um batia a mutuca, o outro caçava as pulgas.
Quando, no verão, o reiúno pelechava, também o faxineiro deixava de sofrer dores de dentes.
Passados anos o mancarrão já nem engordava mais, e todo ovado estava. O fiscal do regimento, sem uma palavra de — Deus te pague — mandou vendê-lo em leilão, como um cisco da estrebaria. Um carroceiro comprou-o, por patacão e meio, com as ferraduras.
Passados anos o praça aquele teve baixa, por incapaz, com o bofe em petição de miséria; e saiu da fileira sem mais família e sem saber ofício. Saiu com cinco patacas, de resto do soldo, e sem o capote. Foi então ser carregador de esquina.
O reiúno apanhava do carroceiro, como boi ladrão!
O carregador levava dos fregueses descompostura, de criar bicho!
O reiúno deu em empacar.
O carregador pegou a traguear.
O carroceiro um dia, furioso, meteu o cabo do relho entre as orelhas do empacador e... matou-o.
A polícia uma noite prendeu o borrachão, que resistiu, entonado; apanhou estouros… e foi para o hospital, golfando sangue; e esticou o molambo.
O engraçado é que há gente que se julga muito superior aos reiúnos; e sabe lá quanto reiúno inveja a sorte da gente...
Fonte:
LOPES NETO, João Simões. Contos gauchescos. 9ª ed., Porto Alegre: Globo, 1976. (Col. Provínci)
Texto proveniente de:
A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo.
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
Nasceu o potrilho, lindo e gordo, filho de égua boa leiteira, crioula de campo de lei.
O guri era mimoso, dormindo em cama limpa e comendo em mesa farta.
Já de sobreano fizeram uma recolhida grande, sentaram-lhe uns pealos, apertaram-no pelas orelhas e pela cola e a marca em brasa chiou-lhe na picanha.
Andaria nos oito anos quando meteram-lhe nas mãos a cartilha das letras e o mestre-régio começou a indicar-lhe as unhas, de palmatoadas.
O potrilho couceou, na marca.
O menino meteu fios de cabelo nos olhos da santa-luzia...
Em potranco acompanhava a manada e retouçava com as potrancas, sem mal nenhum.
O rapazinho rezava o terço e brincava de esconder com as meninas… o que custou-lhe uma sapeca de vara de marmeleiro.
Quando o potrilho foi-se enfeitando para repontar, o pastor velho meteu-lhe os cascos e mais, a dente, botou-o campo fora: fosse rufiar lá longe!...
O gurizote, já taludo, quis passar-se de mais com uma prima...; o tio deu-lhe um chá-de-cascade-vaca, que saiu cinza e fedeu a rato!...
O potro andava corrido, farejando... Mas nem uma petiça arrastadeira d’água e poronguda, achou, para consolo da vida. Té que o caparam.
O mocito, que era pimpão, foi mandado incorporar. Sentaram-lhe a farda no lombo.
Mal sarou da ferida o potro foi pegado: corcoveou, berrou; quebraram-lhe a boca a tirões, dividiram-lhe a barriga com a cincha; quis planchar-se, e lanharam-lhe as virilhas a rebenque e as paletas a roseta de espora. Tiraram-lhe as cócegas... Ficou redomão.
O recruta marcou passo, horas, pra aprender; entrou na forma; agüentou descomposturas; deu umas bofetadas num cabo e gurniu solitária e guarda dobrada, por quinze dias. Cortaram-lhe os cabelos à escovinha e ficou apontado. Era o faxineiro do esquadrão.
Houve uns apuros de precisão… O rocim foi vendido em lote, para o regimento.
Tocou a reunir: era uma ordem de marcha, urgente. O faxineiro recebeu lança, espadão e tercerola.
Quando a cavalhada chegou o primeiro serviço dos sargentos foi assinalar os novos; era simples e ligeiro: um talho de faca na orelha, rachando-a. Bagual assim, virava reiúno.
Quando tocou o bota-sela, o faxineiro estava na porteira, de buçal na mão, esperando a vez. O laçador laçava, chamava a praça e esta enfrenava... e cada um roia o osso que lhe tocava.
— Chê! Enfrena!...
Foi o reiúno que caiu pro recruta.
Aí se juntaram os dois parecidos, o bicho e o homem. E a sorte levou os dois, de parceria, pelo tempo adiante. Curtiram fome, juntos, cada um, do seu comer. E sede. E frio. E cansaço, mataduras e manqueiras; cheiros de pólvora e respingos de sangue, barulho de músicas, tronar grosso e pipoquear, nas guerrilhas.
E de saúde, assim, assim... Um teve sarnagem, o outro apanhou muquiranas; se um batia a mutuca, o outro caçava as pulgas.
Quando, no verão, o reiúno pelechava, também o faxineiro deixava de sofrer dores de dentes.
Passados anos o mancarrão já nem engordava mais, e todo ovado estava. O fiscal do regimento, sem uma palavra de — Deus te pague — mandou vendê-lo em leilão, como um cisco da estrebaria. Um carroceiro comprou-o, por patacão e meio, com as ferraduras.
Passados anos o praça aquele teve baixa, por incapaz, com o bofe em petição de miséria; e saiu da fileira sem mais família e sem saber ofício. Saiu com cinco patacas, de resto do soldo, e sem o capote. Foi então ser carregador de esquina.
O reiúno apanhava do carroceiro, como boi ladrão!
O carregador levava dos fregueses descompostura, de criar bicho!
O reiúno deu em empacar.
O carregador pegou a traguear.
O carroceiro um dia, furioso, meteu o cabo do relho entre as orelhas do empacador e... matou-o.
A polícia uma noite prendeu o borrachão, que resistiu, entonado; apanhou estouros… e foi para o hospital, golfando sangue; e esticou o molambo.
O engraçado é que há gente que se julga muito superior aos reiúnos; e sabe lá quanto reiúno inveja a sorte da gente...
Fonte:
LOPES NETO, João Simões. Contos gauchescos. 9ª ed., Porto Alegre: Globo, 1976. (Col. Provínci)
Texto proveniente de:
A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo.
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Hemisfério - Vanguart
essa é para uma das três pessoas (inclusive minha mãe), que acompanha o blog.
Segue:
Esquenta o coração refeito
Espero poder te tocar
O que havia entre nós dois foi
Tiroteio e espinho canção
Eu cederia aos teus pecados
Se acaso quisesse chorar
E eu daria os mesmos passos
Só me salvo com a arma na mão
Pesa mais que um hemisfério
É usar o teu vestido
Te trazer pra perto
Bordar as tuas iniciais
No cais dos meus braços
Liberdade pra quem queria
Só suas grades e tua avenida
A falta é irresponsável
Se for pra te incendiar
Eu te empresto essa chuva
Divido o rio que eu tiver
Esqueço a cidade que queima depois
Você fingindo ser doloroso
E eu lembrando do céu
Do mesmo abismo que vim, voltarei
Baculejado de dor e de tempestade
De tempestade
Segue:
Esquenta o coração refeito
Espero poder te tocar
O que havia entre nós dois foi
Tiroteio e espinho canção
Eu cederia aos teus pecados
Se acaso quisesse chorar
E eu daria os mesmos passos
Só me salvo com a arma na mão
Pesa mais que um hemisfério
É usar o teu vestido
Te trazer pra perto
Bordar as tuas iniciais
No cais dos meus braços
Liberdade pra quem queria
Só suas grades e tua avenida
A falta é irresponsável
Se for pra te incendiar
Eu te empresto essa chuva
Divido o rio que eu tiver
Esqueço a cidade que queima depois
Você fingindo ser doloroso
E eu lembrando do céu
Do mesmo abismo que vim, voltarei
Baculejado de dor e de tempestade
De tempestade
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Quase sem querer - Legião Urbana
Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Deliberações sobre assuntos de qualquer natureza
(...)
se você tivesse visto Star Wars saberia o que é o poder de um Jedi
(os Jedi´s tem diversos poderes que podem ser usados contra qualquer um que os ameace, no entanto eles são do lado "luminoso da força", em contrapartida aos Sith, que são do lado "Negro da Força", mas, veja bem, os Sith´s mesmo tendo as mesmas capacidades dos Jedi´s, os tem com intensidade inferior. De repente estamos diante de uma nova geração de Sith´s [no caso, você], que têm seu poder comparável a o de um Jedi, mas usado para o lado "Negro da Força", o que pode causar uma revolução interestelar convocando os Jedi´s para combatê-la.
Alguns poderes dos Jedi´s, que nos Sith´s não são tão intensos.
Telecinese: Permitia ao Jedi manipular os objetos à sua volta, desde apenas levitar objetos como também inflingir danos à estruturas, ou até mesmo para ser usado em batalha, afastando inimigos e lançando-os longe, ou trazendo-os para mais perto.
Pressentir os perigos: Um Jedi poderia pressentir o perigo através de sua união simbiôntica com a Força.
Velocidade da Força: Um jedi pode acelerar sua velocidade a níveis sobrehumanos, usando-se da Força.
Telepatia
Persuasão:
"A Força pode ter grande influência nos fracos de mente" - Obi-Wan Kenobi, Episódio IV - Uma Nova Esperança
"Vai usar os poderes de Jedi em mim?" - Padmé Amidala para Anakin Skywalker, Episódio II - Ataque Dos Clones "Eles só funcionam em mentes fracas…" - Anakin responde.
Um Jedi poderia manipular a mente daqueles que fossem fracos com ela. Algumas raças são imunes aos poderes de manipulação Jedi, mas no geral, indivíduos de diversas raças poderiam ser afetados.
(...)
se você tivesse visto Star Wars saberia o que é o poder de um Jedi
(os Jedi´s tem diversos poderes que podem ser usados contra qualquer um que os ameace, no entanto eles são do lado "luminoso da força", em contrapartida aos Sith, que são do lado "Negro da Força", mas, veja bem, os Sith´s mesmo tendo as mesmas capacidades dos Jedi´s, os tem com intensidade inferior. De repente estamos diante de uma nova geração de Sith´s [no caso, você], que têm seu poder comparável a o de um Jedi, mas usado para o lado "Negro da Força", o que pode causar uma revolução interestelar convocando os Jedi´s para combatê-la.
Alguns poderes dos Jedi´s, que nos Sith´s não são tão intensos.
Telecinese: Permitia ao Jedi manipular os objetos à sua volta, desde apenas levitar objetos como também inflingir danos à estruturas, ou até mesmo para ser usado em batalha, afastando inimigos e lançando-os longe, ou trazendo-os para mais perto.
Pressentir os perigos: Um Jedi poderia pressentir o perigo através de sua união simbiôntica com a Força.
Velocidade da Força: Um jedi pode acelerar sua velocidade a níveis sobrehumanos, usando-se da Força.
Telepatia
Persuasão:
"A Força pode ter grande influência nos fracos de mente" - Obi-Wan Kenobi, Episódio IV - Uma Nova Esperança
"Vai usar os poderes de Jedi em mim?" - Padmé Amidala para Anakin Skywalker, Episódio II - Ataque Dos Clones "Eles só funcionam em mentes fracas…" - Anakin responde.
Um Jedi poderia manipular a mente daqueles que fossem fracos com ela. Algumas raças são imunes aos poderes de manipulação Jedi, mas no geral, indivíduos de diversas raças poderiam ser afetados.
(...)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Amigos
Um dia após o Dia Mundial do Amigo, deixo aqui um abraço especial aos meus amigos de fé, meus irmãos camaradas: Johnny, Mariana, Vicente, Saule, Kueka, Bonaldo, Cassiane, Gaffuri, Piter, Lara, meus coroas, Renan, Balbinot e my boss, Rosi.
Aquele abraço, rapeize.
Aquele abraço, rapeize.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Para minha sister Cassi
Não há distância
Não há tempo
Nem coisa
Nem pessoa
Nem mesmo o fim
Ou um começo
Uma chuva
Ou o sol
Um sentimento
Um ato
Um gesto
Um pensamento
Que me faça esquecer você
Que me faça esquecer sua amizade
Que me faça gostar menos de você
Onde eu for, estará
Te amo prá sempre
Não há tempo
Nem coisa
Nem pessoa
Nem mesmo o fim
Ou um começo
Uma chuva
Ou o sol
Um sentimento
Um ato
Um gesto
Um pensamento
Que me faça esquecer você
Que me faça esquecer sua amizade
Que me faça gostar menos de você
Onde eu for, estará
Te amo prá sempre
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