Quem aqui, amigo, nunca brincou disso?
Então perdeu muito da infância...
sexta-feira, 8 de março de 2013
Quase nada - Dado Villa Lobos
Tanta coisa simples
Mas a gente não
Vejo bem do alto
Asa do avião
Ritmos e cores
Bem à vontade diante de mim
Lábio e ritmo negro
Que samba cançâo
Os lugares são simples
Paisagens tão belas
Mas dentro delas nao há nem eu
Sem ela
O mundo não parece mais que um chão
Seria um chão se eu vivesse um pouco melhor
Só vendo a paisagem
Só vendo a beleza passando ao redor
Os lugares são simples
Paisagens tão belas
Mas dentro delas nao há nem eu
Sem ela
Toda esperança tem um fio muito curto
Quando perco metade parece quase tudo
Quase tudo, quase tudo
Que tenho pego como a areia pega a mão
E quando fica alguma coisa é quase bom
Melhor que um dia atrás do outro sem ilusão
Os lugares são simples
Paisagens tão belas
Mas dentro delas nao há nem eu
Sem ela
Mas a gente não
Vejo bem do alto
Asa do avião
Ritmos e cores
Bem à vontade diante de mim
Lábio e ritmo negro
Que samba cançâo
Os lugares são simples
Paisagens tão belas
Mas dentro delas nao há nem eu
Sem ela
O mundo não parece mais que um chão
Seria um chão se eu vivesse um pouco melhor
Só vendo a paisagem
Só vendo a beleza passando ao redor
Os lugares são simples
Paisagens tão belas
Mas dentro delas nao há nem eu
Sem ela
Toda esperança tem um fio muito curto
Quando perco metade parece quase tudo
Quase tudo, quase tudo
Que tenho pego como a areia pega a mão
E quando fica alguma coisa é quase bom
Melhor que um dia atrás do outro sem ilusão
Os lugares são simples
Paisagens tão belas
Mas dentro delas nao há nem eu
Sem ela
quarta-feira, 6 de março de 2013
Chorão 1970-2013
Essa imagem que eu tenho parece ter se passado ontem. Estava sentado no sofá de casa, esperando que algo acontecesse. Vínhamos da geração seguinte à explosão de bandas de rock da década de 80. Expoentes como a Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha já haviam marcado seus nomes na história da música brasileira. Entretanto essa não era nossa geração, precisávamos de algo que fizesse com que nos identificássemos com o tempo que vivíamos, algo que também firmasse aquela década de 90.
Havia surgido pelo mundo inteiro bandas que se propunham a fazer um som diferente, uma pegada mais pesada, com algum diferencial do rock de sempre. Surgiram o Nirvana e seu grunge, Pearl Jam e Red Hot Chilli Peppers; no Brasil havíamos visto a quebra de algumas barreiras com o sensacional e polêmico Planet Hemp e também com Raimundos e seu hardcore calango. Mas parecia faltar alguma coisa, algo que viesse a complementar a musicalidade.
Então com a TV ligada na plim-plim, fingindo assitir o Jô Soares, tive a primeira visão de algo muito novo. O apresentador anuncia a banda: 'Com vocês, Charlie Brown Jr.!!"; olho para a tela e do meio da platéia um 'gurizão' com as calças e camisetas largas, boné e jeitão despojado, desliza por entre as fileiras com seu skate. Bahhhh!!!! Era o Chorão. Quando ouvi os primeiros acordes, batidas, vocal e letra de 'O coro vai comê' identifiquei-me na hora com o som que eles mandavam.
Nossa!!! Eu tinha quinze, quase dezesseis, recém recebido meu segundo salário, passei em uma loja de cd´s e comprei o 'Transpiração Contínua e Prolongada'. Quase furei-o de tanto escutar. Todas as faixas ótimas, com um senso político, crítico e senso de humor tremendos. Estava aí mais uma banda que faria parte de toda a minha vida.
Cresci ouvindo todas as músicas que eles lançavam. A cada disco várias novidades, parcerias e muita, muita poesia. Em todas as festas que eu ia, tocava. Em casa, ouvia. No carro, obrigatório. Amadureci (?) junto com a banda (?). Ri muito de tudo que o Chorão aprontou no palco e fora dele. Dei uns tapas nos Los Hermanos, quando eles foram se apresentar em Santa Maria (e levei outros tantos) {lembra, Banzo?} para consolidar meu apoio naquele episódio dele com o Camelo. Quando assiti na TV o Acústico MTV do Charlie Brown, pirei. Procurava todas as reprises para rever o showzaço que os caras fizeram.
Aí eis que tive a chance de vê-los ao vivo. Planeta Atlântida. Os caras montaram um half no palco e enquanto a banda tocava, 2 guris ficavam fazendo manobras de skate. Indescritível! Chorão andava também, deslizava com seu carrinho pela pista e animava a galera... E sobre esse momento não consigo escrever mais nada. Eles continuaram a fazer shows e lançar discos. A banda mudou mas seu 'bandleader' sempre esteve lá; e sempre estará.
Hoje Chorão nos deixou. Eu terei sempre aquelas imagens dele, na televisão e no show, com o skate no pé e a música no coração.
Descanse em paz, irmão e faça música onde estiver.
Obrigado por tudo.
Lugar ao sol - Charlie Brown Jr.
R.I.P. Chorão.
Que bom viver, como é bom sonhar
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse sentido
Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
Que só quer brincar e não tanta "responsa"
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
Um dia eu espero te reencontrar numa bem melhor
Cada um tem seu caminho, eu sei foi até melhor
Irmãos do mesmo Cristo, eu quero e não desisto
Caro pai, como é bom ter por que se orgulhar
A vida pode passar, não estou sozinho
Eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus que nunca acaba
O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus... que nunca acaba
Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Eu vou com você pra onde você for
Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus
E não há mais ninguém como você e eu
Que bom viver, como é bom sonhar
E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse sentido
Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
Que só quer brincar e não tanta "responsa"
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
Um dia eu espero te reencontrar numa bem melhor
Cada um tem seu caminho, eu sei foi até melhor
Irmãos do mesmo Cristo, eu quero e não desisto
Caro pai, como é bom ter por que se orgulhar
A vida pode passar, não estou sozinho
Eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol
O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus que nunca acaba
O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa
O amor é assim, é a paz de Deus... que nunca acaba
Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor
Eu vou com você pra onde você for
Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus
E não há mais ninguém como você e eu
terça-feira, 5 de março de 2013
Camerlengo
Camerlengo é um título de origem medieval ainda em uso em alguns
ordenamentos políticos modernos. Deriva do latim medieval
'camarlingus', que, por sua vez, vem do frâncico 'kamerling', que veio
do latim 'camerarius', que significa "adido à câmara" (ficando
geralmente subentendido "do tesouro" e "do soberano"). O significado
do título e a função são em parte comparáveis aos do cubiculário, no
Baixo Império Romano, no Império Bizantino e no Papado. Na língua
inglesa antiga, o título tomou a forma de 'chamberlain'.
Em geral, o título designa aquele que administra o tesouro e os bens
do Estado, e o órgão por ele administrado normalmente tem o nome de
"câmara". Outra função fundamental do cargo é assumir, interinamente,
a direção de toda a Igreja Católica no momento de falecimento ou
abdicação do Papa vigente, ganhando todos os seus atributos
administrativos: devendo administrar o encerramento do papado,
organizar um novo conclave e realizar a transição para um novo Sumo
Pontífice - processo que pode levar meses.
O Camerlengo da Igreja Católica
O título camerlengo, na Igreja Católica, refere-se a um Cardeal do
Colégio dos Cardeais. O Camerlengo da Igreja Católica é o
administrador da propriedade e receita da Santa Sé; suas
responsabilidades incluem a administração fiscal do Patrimônio de São
Pedro. Seu brasão é ornamentado com duas chaves, sendo uma prateada e
a outra dourada. A dourada demonstra a parte divina da igreja, a
prateada a parte humana. As duas chaves são sobrepostas por um
ombrellino, um guarda-chuva de listras alternantes vermelhas e ouro
(amarelas), que também é o brasão da Sede Vacante (tempo entre a morte
ou renúncia de um papa e a eleição de outro).
Até o século XI, o Arquidiácono da Igreja Católica Apostólica Romana
era responsável pela administração da propriedade da Igreja Católica,
mas seus inúmeros antigos privilégios e direitos o tornavam um
obstáculo para a ação independente do Papa; como resultado, quando o
último Arquidiácono, Cardeal Hildebrando, foi eleito para o
Pontificado em 1073, ele suprimiu o título de arquidiácono, e o
cardeal responsável pelos bens da Santa Sé ficou conhecido como
Camerarius, ou Camerlengo.
A maior responsabilidade do Cardeal Camerlengo é a determinação
formal da morte do Papa; o procedimento tradicional, já em desuso,
para essa situação se dava batendo gentilmente um martelo de prata na
cabeça do Papa e chamando o seu nome. Hoje o processo do martelo não é
mais usado, e após o Papa ser declarado morto, o Camerlengo remove o
Anel do Pescador do seu dedo e o corta com uma grande tesoura na
presença dos demais Cardeais, e também destrói a face do selo do Papa
com o Martelo de Prata. Esse ato simboliza o fim da autoridade do
último Papa. O Camerlengo notifica então os oficias apropriados da
Cúria Romana e o Decano do Colégio dos Cardeais. Depois, ele começa os
preparativos para o conclave e o funeral do Papa.
Até que o sucessor do Papa seja escolhido, o Cardeal Camerlengo serve
como o Chefe de Estado atuante do Vaticano. Ele não é, entretanto,
responsável pelo governo da Igreja Católica durante a sede vacante,
sendo portanto impossibilitado de tomar ações próprias do Sucessor de
Pedro, como por exemplo, escrever encíclicas, criar ou unir dioceses,
nomear bispos, etc. A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis
colocou a tarefa de governar a Igreja, durante a Tempe sede vacante,
na mão do Colégio dos Cardeais - apesar desse poder governamental ser
extremamente restrito, possibilitando apenas que a Igreja continue
operando e realizando funções básicas, sem poder tomar decisões ou
compromissos que são normalmente delegados apenas ao Papa, como já
citados acima. O Camerlengo, ainda assim, mantém seu escritório
durante a sede vacante, ao contrário do resto da Cúria Romana.
O Camerlengo actual é o Secretário de Estado de Sua Santidade Sua
Eminência Reverendíssima Dom Cardeal Tarcisio Bertone, Cardeal-bispo
de Frascati.
Lista dos Camerlengos da Igreja Católica
Ludovico Mezzarota Scarampi (1440-1465)
Latino Orsini (1471-1477)
Guillaume d'Estouteville (1477-1483)
Raffaele Sansoni Galeotti Riario Della Rovere (1483-1521) O.F.M.
Innocenzo Cibo (1521)
Francesco Armellini Pantalassi de' Medici (1521-1528)
Agostino Spinola (1528-1537)
Guido Ascanio Sforza (22 de Outubro de 1537 - 6 de Outubro de 1564)
Vitellozzo Vitelli (17 de Novembro de 1564 - 19 de Novembro de 1568)
Michele Bonelli (3 de Dezembro de 1568 - 10 de Maio de 1570) O.P.
Luigi Cornaro (10 de Maio de 1570 - 10 de Maio de 1584)
Filippo Vastavillani (1584-1587)
Enrico Caetani (1587-1599)
Pietro Aldobrandini (1599-1621)
Ludovico Ludovisi (19 de Abril de 1621 - 7 de Junho de 1623)
Ippolito Aldobrandini (7 de Junho de 1623 - 19 de Julho de 1638)
Antonio Barberini (28 de Julho de 1638 - 4 de Agosto de 1671) O.F.M. Cap.
Paluzzo Paluzzi Altieri degli Albertoni (4 de Agosto de 1671 - 29 de
Junho de 1698)
Giovanni Battista Spinola (24 de Novembro de 1698 - 19 de Março de 1719)
Annibale Albani (1719-1747)
Silvio Gonzaga Valenti (1747-1756)
Girolamo Colonna di Sciarra (1756-1763)
Carlo Rezzonico (1763-1799)
Romoaldo Braschi-Onesti (1800-1801)
Giuseppe Maria Doria Pamphili, pro-camerlengo (1801-1814)
Bartolomeo Pacca (1814-1824)
Pietro Francesco Galeffi (1824-1837)
Giacomo Giustiniani (1837-1843)
Tommaso Riario Sforza (1843-1857)
Lodovico Altieri (1857-1867)
Filippo De Angelis (1867-1877)
Gioacchino Vincenzo Raffaele Luigi Pecci (1877-1878), eleito Papa Leão XIII
Camillo di Pietro (1878-1884)
Domenico Consolini (1884)
Luigi Oreglia di Santo Stefano (1885-1913)
Francesco Salesio della Volpe (1914-1916)
Pietro Gasparri (1916-1934)
Eugenio Pacelli (1935-1939) eleito Papa Pio XII
Lorenzo Lauri (1939-1941)
Benedetto Aloisi Masella (1958-1970)
Jean-Marie Villot (1970-1979)
Paolo Bertoli (1979-1985)
Sebastiano Baggio (1985-1993)
Eduardo Martínez Somalo (5 de Abril de 1993 - 31 de Março de 2007)
Tarcisio Bertone (4 de Abril de 2007 - ) S.D.B.
--
1berto
ordenamentos políticos modernos. Deriva do latim medieval
'camarlingus', que, por sua vez, vem do frâncico 'kamerling', que veio
do latim 'camerarius', que significa "adido à câmara" (ficando
geralmente subentendido "do tesouro" e "do soberano"). O significado
do título e a função são em parte comparáveis aos do cubiculário, no
Baixo Império Romano, no Império Bizantino e no Papado. Na língua
inglesa antiga, o título tomou a forma de 'chamberlain'.
Em geral, o título designa aquele que administra o tesouro e os bens
do Estado, e o órgão por ele administrado normalmente tem o nome de
"câmara". Outra função fundamental do cargo é assumir, interinamente,
a direção de toda a Igreja Católica no momento de falecimento ou
abdicação do Papa vigente, ganhando todos os seus atributos
administrativos: devendo administrar o encerramento do papado,
organizar um novo conclave e realizar a transição para um novo Sumo
Pontífice - processo que pode levar meses.
O Camerlengo da Igreja Católica
O título camerlengo, na Igreja Católica, refere-se a um Cardeal do
Colégio dos Cardeais. O Camerlengo da Igreja Católica é o
administrador da propriedade e receita da Santa Sé; suas
responsabilidades incluem a administração fiscal do Patrimônio de São
Pedro. Seu brasão é ornamentado com duas chaves, sendo uma prateada e
a outra dourada. A dourada demonstra a parte divina da igreja, a
prateada a parte humana. As duas chaves são sobrepostas por um
ombrellino, um guarda-chuva de listras alternantes vermelhas e ouro
(amarelas), que também é o brasão da Sede Vacante (tempo entre a morte
ou renúncia de um papa e a eleição de outro).
Até o século XI, o Arquidiácono da Igreja Católica Apostólica Romana
era responsável pela administração da propriedade da Igreja Católica,
mas seus inúmeros antigos privilégios e direitos o tornavam um
obstáculo para a ação independente do Papa; como resultado, quando o
último Arquidiácono, Cardeal Hildebrando, foi eleito para o
Pontificado em 1073, ele suprimiu o título de arquidiácono, e o
cardeal responsável pelos bens da Santa Sé ficou conhecido como
Camerarius, ou Camerlengo.
A maior responsabilidade do Cardeal Camerlengo é a determinação
formal da morte do Papa; o procedimento tradicional, já em desuso,
para essa situação se dava batendo gentilmente um martelo de prata na
cabeça do Papa e chamando o seu nome. Hoje o processo do martelo não é
mais usado, e após o Papa ser declarado morto, o Camerlengo remove o
Anel do Pescador do seu dedo e o corta com uma grande tesoura na
presença dos demais Cardeais, e também destrói a face do selo do Papa
com o Martelo de Prata. Esse ato simboliza o fim da autoridade do
último Papa. O Camerlengo notifica então os oficias apropriados da
Cúria Romana e o Decano do Colégio dos Cardeais. Depois, ele começa os
preparativos para o conclave e o funeral do Papa.
Até que o sucessor do Papa seja escolhido, o Cardeal Camerlengo serve
como o Chefe de Estado atuante do Vaticano. Ele não é, entretanto,
responsável pelo governo da Igreja Católica durante a sede vacante,
sendo portanto impossibilitado de tomar ações próprias do Sucessor de
Pedro, como por exemplo, escrever encíclicas, criar ou unir dioceses,
nomear bispos, etc. A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis
colocou a tarefa de governar a Igreja, durante a Tempe sede vacante,
na mão do Colégio dos Cardeais - apesar desse poder governamental ser
extremamente restrito, possibilitando apenas que a Igreja continue
operando e realizando funções básicas, sem poder tomar decisões ou
compromissos que são normalmente delegados apenas ao Papa, como já
citados acima. O Camerlengo, ainda assim, mantém seu escritório
durante a sede vacante, ao contrário do resto da Cúria Romana.
O Camerlengo actual é o Secretário de Estado de Sua Santidade Sua
Eminência Reverendíssima Dom Cardeal Tarcisio Bertone, Cardeal-bispo
de Frascati.
Lista dos Camerlengos da Igreja Católica
Ludovico Mezzarota Scarampi (1440-1465)
Latino Orsini (1471-1477)
Guillaume d'Estouteville (1477-1483)
Raffaele Sansoni Galeotti Riario Della Rovere (1483-1521) O.F.M.
Innocenzo Cibo (1521)
Francesco Armellini Pantalassi de' Medici (1521-1528)
Agostino Spinola (1528-1537)
Guido Ascanio Sforza (22 de Outubro de 1537 - 6 de Outubro de 1564)
Vitellozzo Vitelli (17 de Novembro de 1564 - 19 de Novembro de 1568)
Michele Bonelli (3 de Dezembro de 1568 - 10 de Maio de 1570) O.P.
Luigi Cornaro (10 de Maio de 1570 - 10 de Maio de 1584)
Filippo Vastavillani (1584-1587)
Enrico Caetani (1587-1599)
Pietro Aldobrandini (1599-1621)
Ludovico Ludovisi (19 de Abril de 1621 - 7 de Junho de 1623)
Ippolito Aldobrandini (7 de Junho de 1623 - 19 de Julho de 1638)
Antonio Barberini (28 de Julho de 1638 - 4 de Agosto de 1671) O.F.M. Cap.
Paluzzo Paluzzi Altieri degli Albertoni (4 de Agosto de 1671 - 29 de
Junho de 1698)
Giovanni Battista Spinola (24 de Novembro de 1698 - 19 de Março de 1719)
Annibale Albani (1719-1747)
Silvio Gonzaga Valenti (1747-1756)
Girolamo Colonna di Sciarra (1756-1763)
Carlo Rezzonico (1763-1799)
Romoaldo Braschi-Onesti (1800-1801)
Giuseppe Maria Doria Pamphili, pro-camerlengo (1801-1814)
Bartolomeo Pacca (1814-1824)
Pietro Francesco Galeffi (1824-1837)
Giacomo Giustiniani (1837-1843)
Tommaso Riario Sforza (1843-1857)
Lodovico Altieri (1857-1867)
Filippo De Angelis (1867-1877)
Gioacchino Vincenzo Raffaele Luigi Pecci (1877-1878), eleito Papa Leão XIII
Camillo di Pietro (1878-1884)
Domenico Consolini (1884)
Luigi Oreglia di Santo Stefano (1885-1913)
Francesco Salesio della Volpe (1914-1916)
Pietro Gasparri (1916-1934)
Eugenio Pacelli (1935-1939) eleito Papa Pio XII
Lorenzo Lauri (1939-1941)
Benedetto Aloisi Masella (1958-1970)
Jean-Marie Villot (1970-1979)
Paolo Bertoli (1979-1985)
Sebastiano Baggio (1985-1993)
Eduardo Martínez Somalo (5 de Abril de 1993 - 31 de Março de 2007)
Tarcisio Bertone (4 de Abril de 2007 - ) S.D.B.
--
1berto
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
K. AAA
Esta manhã acordei meio sobressaltado. Como costumeiramente acontece, frases brotaram na minha cabeça acerca de sonhos, pensamentos e acontecimentos de minha vida. Então comecei a formular algumas frases, que juntas dariam início a mais alguma postagem aqui no blog.
Nunca sei, logo de saída, o que ele se tornará; pode ser um poema, um diálogo, uma cena, uma imagem, um texto. Dessas frases soltas, procuro algumas emendas (que recorrentemente saem melhores que as originais) e então vou dando forma ao que eu gostaria de expressar. O que aconteceu nesta manhã foi que houveram algumas frases, soltei-as no papel e tentei dar forma. Teve um princípio de soneto, entretanto não tenho técnica para escrever um. Logo tornou-se um poema. Lutei com os versos, com as frases, procurei rimas, sonoridades, palavras; o que saiu fui um nada dizendo coisa nenhuma. O que eu queria dizer estava ali, no entanto faltou 'algo mais'. Já havia percebido isso, faltava-me uma segunda opinião.
Então eis que surge K, recém nomeada AAA (Assessora para Assuntos Aleatórios). Digo RECÉM NOMEADA, mas o cargo há tempos havia sendo ocupado por ela. Dela sempre surgem palavras que me ajudam a perceber o que está faltando ou sobrando quando escrevo (é,,, às vezes me apresso e K só vê quando já é tarde demais). O que mais gosto é sua opinião e o debate que temos quando das minhas publicações.
Foi isso que ocorreu essa manhã. Enviei o poema para ela aguardando os comentários. Foi a própria que me falou sobre o 'algo mais' que faltava, teceu mais alguns questionamentos e ajudou-me decidir a deixar aquela postagem de lado por enquanto, até que amadureça a ideia, me acostume melhor com o tema e, futuramente, se conseguir driblar os excessos, publicar da melhor forma possível.
Sou muito grato a toda ajuda que ela me proporciona.
Aproveito, também, para desculpar-me pelas coisas horríveis que ela tem que ler para me ajudar a escrever aqui.
Thank you, K.
p.s.: esta postagem saiu sem a prévia aprovação da AAA.
* Seu nome está sendo preservado em função de garantir a segurança da colaboradora.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Quem sabe - Florbela Espanca
Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça!
Tu foges-me, e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!
Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.
Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
............................................
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça!
Tu foges-me, e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!
Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.
Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
............................................
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!
Trecho: A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin - As crônicas de gelo e fogo
" - Por que lê tanto?
Tyrion ergueu os olhos ao ouvir aquela voz. Jon Snow estava a alguns pés de distância, olhando-o com curiosidade. Fechou o livro sobre um dedo e disse:
- Olhe-me e diga o que vê.
O rapaz olhou-o com suspeita.
- Isto é algum truque? Vejo você. Tyrion Lannister.
Tyrion suspirou.
- Você é notavelmente gentil para um bastardo, Snow. O que você vê é um anão. Você tem o quê? Doze anos?
- Catorze - disse o rapaz.
- Catorze, e é mais alto do que alguma vez serei. Minhas pernas são muito curtas e tortas, e caminho com dificuldade. Necessito de uma sela especial para não cair do cavalo. Uma sela de minha própria concepção, talvez te interesse saber. Era isso ou montar um pônei. Meus braços são suficientemente fortes mas, uma vez mais, demasiado curtos. Nunca serei um espadachim. Se tivesse nascido camponês, provavelmente teriam me expulsado para que morresse, ou vendido para a coleção de aberrações de algum negociante de escravos. Mas, ai de mim! Nasci um Lannister de Rochedo Casterly, e as coleções de aberrações são das mais pobres. Esperam-se coisas de mim. Meu pai foi Mão do Rei durante vinte anos. Aconteceu que mais tarde meu irmão matou esse mesmo rei, mas minha vida está cheia dessas pequenas ironias. Minha irmã casou-se com o novo Rei e o meu repugnante sobrinho será rei depois dele. Devo cumprir minha parte pela honra de minha Casa, não concorda? Mas como? Bem, poderei ter as pernas pequenas demais para o corpo, mas minha cabeça é grande demais, embora eu prefira pensar que tem o tamanho certo para minha mente. Possuo um entendimento realista das minhas forças e fraquezas. A mente é a minha arma. Meu irmão tem sua espada, o Rei Robert, o seu martelo de guerra, e eu tenho a mente... e uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada. - Tyrion deu uma palmada na capa de couro do livro - É por isso que leio tanto, Jon Snow."
Tyrion ergueu os olhos ao ouvir aquela voz. Jon Snow estava a alguns pés de distância, olhando-o com curiosidade. Fechou o livro sobre um dedo e disse:
- Olhe-me e diga o que vê.
O rapaz olhou-o com suspeita.
- Isto é algum truque? Vejo você. Tyrion Lannister.
Tyrion suspirou.
- Você é notavelmente gentil para um bastardo, Snow. O que você vê é um anão. Você tem o quê? Doze anos?
- Catorze - disse o rapaz.
- Catorze, e é mais alto do que alguma vez serei. Minhas pernas são muito curtas e tortas, e caminho com dificuldade. Necessito de uma sela especial para não cair do cavalo. Uma sela de minha própria concepção, talvez te interesse saber. Era isso ou montar um pônei. Meus braços são suficientemente fortes mas, uma vez mais, demasiado curtos. Nunca serei um espadachim. Se tivesse nascido camponês, provavelmente teriam me expulsado para que morresse, ou vendido para a coleção de aberrações de algum negociante de escravos. Mas, ai de mim! Nasci um Lannister de Rochedo Casterly, e as coleções de aberrações são das mais pobres. Esperam-se coisas de mim. Meu pai foi Mão do Rei durante vinte anos. Aconteceu que mais tarde meu irmão matou esse mesmo rei, mas minha vida está cheia dessas pequenas ironias. Minha irmã casou-se com o novo Rei e o meu repugnante sobrinho será rei depois dele. Devo cumprir minha parte pela honra de minha Casa, não concorda? Mas como? Bem, poderei ter as pernas pequenas demais para o corpo, mas minha cabeça é grande demais, embora eu prefira pensar que tem o tamanho certo para minha mente. Possuo um entendimento realista das minhas forças e fraquezas. A mente é a minha arma. Meu irmão tem sua espada, o Rei Robert, o seu martelo de guerra, e eu tenho a mente... e uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada. - Tyrion deu uma palmada na capa de couro do livro - É por isso que leio tanto, Jon Snow."
domingo, 24 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Cenas
CENA I
(à porta da casa dela)
- Vim aqui apenas para te ver.
- (...)
- E dizer que amo-te.
- (...)
- Queria ao menos mirar mais uma vez teus olhos, do jeito que os meus
ainda estão.
- E como eles estão?
- Brilhando, a cada vez que te veem.
- Por que 'ainda'?
- Porque sei que assim que não puder mais te ver, tudo mudará. Você
mudará e eu também.
- Capaz. Ficaremos do mesmo jeito.
- Tu até pode ficar, entretanto eu... Não gostaria mais de estar aqui.
- Queria estar onde?
- Aqui (leva seu dedo até a têmpora dela), mas principalmente aqui
(baixa o dedo à altura do coração).
* * *
CENA II
(encontram-se na fila do cinema)
- Que bom te ver!
- Pois é, quanto tempo.
- Muito.
- Filme? (pergunta idiota!)
- Sim.
- (...)
- (...)
- (...)
- Vou indo, minha sessão vai começar.
- Ok. A gente se fala.
- Beijo.
Quando ele consegue mover seus pés não há mais ninguém ali. E ela não
vira uma vez para trás. Olha o bilhete e decide trocar por um do Woody
Allen.
* * *
CENA III
(ele sentado à beira do lago, ela chega)
- É tarde.
- (...)
- Perdi uma vida procurando o que sempre esteve do meu lado.
- Eu tentei a busca, mesmo sabendo onde estaria.
- Há tempo para nós?
- Meu olhar anuviou-se. Já não tem o mesmo brilho.
- Não conseguirei fazer-te feliz?
- Conseguirá. Eu que serei metade do que fui. E isso não basta.
- Para mim basta.
- Não há mais tempo.
- (...)
- Lembra quando eu disse:'Amo-te'? Naquele tempo se dissestes uma
palavra eu esperaria. Hoje digo-te apenas: 'A morte, eu espero'.
--
1berto
(à porta da casa dela)
- Vim aqui apenas para te ver.
- (...)
- E dizer que amo-te.
- (...)
- Queria ao menos mirar mais uma vez teus olhos, do jeito que os meus
ainda estão.
- E como eles estão?
- Brilhando, a cada vez que te veem.
- Por que 'ainda'?
- Porque sei que assim que não puder mais te ver, tudo mudará. Você
mudará e eu também.
- Capaz. Ficaremos do mesmo jeito.
- Tu até pode ficar, entretanto eu... Não gostaria mais de estar aqui.
- Queria estar onde?
- Aqui (leva seu dedo até a têmpora dela), mas principalmente aqui
(baixa o dedo à altura do coração).
* * *
CENA II
(encontram-se na fila do cinema)
- Que bom te ver!
- Pois é, quanto tempo.
- Muito.
- Filme? (pergunta idiota!)
- Sim.
- (...)
- (...)
- (...)
- Vou indo, minha sessão vai começar.
- Ok. A gente se fala.
- Beijo.
Quando ele consegue mover seus pés não há mais ninguém ali. E ela não
vira uma vez para trás. Olha o bilhete e decide trocar por um do Woody
Allen.
* * *
CENA III
(ele sentado à beira do lago, ela chega)
- É tarde.
- (...)
- Perdi uma vida procurando o que sempre esteve do meu lado.
- Eu tentei a busca, mesmo sabendo onde estaria.
- Há tempo para nós?
- Meu olhar anuviou-se. Já não tem o mesmo brilho.
- Não conseguirei fazer-te feliz?
- Conseguirá. Eu que serei metade do que fui. E isso não basta.
- Para mim basta.
- Não há mais tempo.
- (...)
- Lembra quando eu disse:'Amo-te'? Naquele tempo se dissestes uma
palavra eu esperaria. Hoje digo-te apenas: 'A morte, eu espero'.
--
1berto
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Não é fácil - Marisa Monte
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Retrato
Eu costumava fotografá-la.
Uma maneira de gravar sua imagem longe da memória.
Naquele tempo tinha medo de esquecê-la, que um dia chegaria e não
pudesse recordar seu rosto e que não lembrasse de mim.
Hoje vi uma foto sua.
O porta retrato empoeirado, com o vidro quebrado e as lembranças, todas, também.
Uma maneira de gravar sua imagem longe da memória.
Naquele tempo tinha medo de esquecê-la, que um dia chegaria e não
pudesse recordar seu rosto e que não lembrasse de mim.
Hoje vi uma foto sua.
O porta retrato empoeirado, com o vidro quebrado e as lembranças, todas, também.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Meio beijo
Um meio beijo pode ser melhor que um beijo inteiro.
Um beijo roubado, talvez proibido, quase escondido.
Um olho no olho, um braço encaixado,
Um passo de dança.
Uma nova esperança.
Um beijo roubado, talvez proibido, quase escondido.
Um olho no olho, um braço encaixado,
Um passo de dança.
Uma nova esperança.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Visão
Vejo você chegando, parece flutuar na calçada.
Seus cabelos balançando ao vento,
acompanhado do doce cheiro de seu perfume.
Ah! Que linda maravilha de se ver.
Perco-me todo, fico errado, quase calado.
Não sei o que dizer nem como agir.
Tremem-me as mãos, falham-me as pernas.
Em pensamento, gritam-me poemas, frases e declarações;
Flui, apenas, um breve 'olá'.
Falaste-me muito, quem sabe pouco;
perdi-me em reflexões.
Quando foste, fiquei.
Embasbacado, parecendo um idiota,
comendo bolacha e tomando Coca-Cola.
1berto
Seus cabelos balançando ao vento,
acompanhado do doce cheiro de seu perfume.
Ah! Que linda maravilha de se ver.
Perco-me todo, fico errado, quase calado.
Não sei o que dizer nem como agir.
Tremem-me as mãos, falham-me as pernas.
Em pensamento, gritam-me poemas, frases e declarações;
Flui, apenas, um breve 'olá'.
Falaste-me muito, quem sabe pouco;
perdi-me em reflexões.
Quando foste, fiquei.
Embasbacado, parecendo um idiota,
comendo bolacha e tomando Coca-Cola.
1berto
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Legião Urbana - Giz
E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei.
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Zé Ramalho - Beira Mar
Zé Ramalho, sua poesia e sua musicalidade.
Beira Mar
Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
Aurora que luta por um arrebol
Em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lançou no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar
Olhe, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar nebuloso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
Beira Mar
Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
Aurora que luta por um arrebol
Em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lançou no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar
Olhe, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar nebuloso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A uma rapariga! - Florbela Espanca
Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.
Nessa estrada da vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!
Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!
Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste duma flor!...
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